Características pessoais e participação em bailes numa instituição de longa permanência para idosos

Autores

  • Raphael Gonçalves de Oliveira Universidade Estadual do Norte do Paraná. PR. Brasil.
  • Vera Aparecida Madruga Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP. Brasil
  • Rozangela Verlengia Universidade Metodista de Piracicaba. Piracicaba, SP. Brasil
  • Rute Estanislava Tolocka Universidade Metodista de Piracicaba. Piracicaba, SP. Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2010v12n4p295

Palavras-chave:

Idoso, Instituição de longa permanência para idosos, Saúde do idoso, Institucionalizado, Dança, Aged, Homes for the aged, Health of institutionalized elderly, Dancing.

Resumo

É crescente a população idosa bem como o número de moradores em Instituições de Longa Permanência. Uma das atividades que proporciona benefícios para estas pessoas é a dança, mas pouco se sabe sobre sua prática nestas instituições. Assim, o objetivo deste estudo é verificar fatores que podem limitar ou incentivar pessoas a participarem ativamente de bailes, no âmbito de uma destas entidades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, na qual participaram um Grupo de Moradores da Instituição (GMI), com 30 pessoas e média de 72,6 (±9,6) anos de idade e um Grupo de Visitantes (GV), com 30 pessoas e média de 68,1 (±10,2) anos de idade, frequentadoras destes bailes durante, pelo menos, um ano. Foi observada a história de vida relacionada à dança através de entrevistas semiestruturadas. Os resultados mostraram que a maioria dos entrevistados começou a dançar na juventude, por influência da família, em bailes realizados nos sítios, sendo que desta época para os dias atuais ocorreram mudanças nestes eventos, que foram minimizadas na instituição. Foi encontrado menos empenho para participação nas atividades e maior debilidade nas características físicas no GMI, que também declarou fazer poucas amizades durante o evento, receber poucos elogios e permanecer a maior parte do tempo apenas observando outros dançarem. Mostrou-se necessário o oferecimento de atividades que possibilitem uma participação mais ativa destas pessoas, proporcionando subsídios para que possam desenvolver suas características pessoais, de modo a favorecer a prática desta atividade que, de retorno, poderá trazer benefícios à saúde.

Biografia do Autor

Raphael Gonçalves de Oliveira, Universidade Estadual do Norte do Paraná. PR. Brasil.

Professor do curso de graduação em Educação Física da Universidade Estadual do Norte do Paraná. Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba.

Vera Aparecida Madruga, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP. Brasil

Professora dos cursos de graduação e pós-graduação em Educação Física da Universidade Estadual de Campinas. Doutora em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas.

Rozangela Verlengia, Universidade Metodista de Piracicaba. Piracicaba, SP. Brasil

Professora do curso de pós-graduação em Educação Física da Universidade Metodista de Piracicaba. Doutora em Biologia Patologia Buco Dental pela Universidade Estadual de Campinas.

Rute Estanislava Tolocka, Universidade Metodista de Piracicaba. Piracicaba, SP. Brasil.

Professora dos cursos de graduação e pós-graducação em Educação Física na Universidade Metodista de Piracicaba. Doutora em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos Originais