Avaliação da capacidade funcional de mulheres com fibromialgia: métodos diretos e autorrelatados

Autores

  • Diogo Homann Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil
  • Suelen Meira Goes Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil
  • Luciana da Silva Timossi Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil
  • Neiva Leite Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2011v13n4p292

Palavras-chave:

Dor, Exercíco físico, Obesidade, Qualidade de vida.

Resumo

A Fibromialgia (FM) pode limitar a execução das atividades da vida diária (AVD’s) e causar impacto negativo na qualidade de vida (QV) destes pacientes. O objetivo deste estudo foi verificar associações entre métodos diretos e indiretos para avaliar a capacidade funcional e a relação destes com algumas características da FM. Participaram do estudo 38 mulheres com diagnóstico de FM. A capacidade funcional foi avaliada através do Health Assessment Questionnaire (HAQ), distância no teste de caminhada de 6 minutos (DTC6) e força de preensão manual (FPM). Aplicou-se o Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ) para avaliar o impacto na qualidade de vida, a escala visual analógica para mensurar a dor, além da avaliação do índice de massa corporal e circunferência abdominal. Utilizou-se correlação de Pearson para dados paramétricos e de Spearman para não-paramétricos. Além disso, algumas regressões múltiplas foram realizadas. As pacientes apresentaram alta intensidade dolorosa (mediana de 9,5). As correlações encontradas foram: DTC6 versus HAQ (r=-0,55 p<0,01), DTC6 versus FPM (r=0,34 p<0,01), dor versus FPM (r=-0,41 p<0,01), dor versus HAQ (r=0,62 p<0,01) e dor versus FIQ (r=0,66 p<0,01). A intensidade dolorosa explicou uma variação de 40% na pontuação do HAQ e após a inclusão da DTC6, essa variação aumentou para 60%. Em conclusão, a dor parece comprometer a FPM, as AVD’s e a QV destas pacientes. O menor desempenho na DTC6 foi explicado pelo aumento do índice de massa corporal. Em relação à interferência da dor, o HAQ parece ser um instrumento adequado para mensurar a capacidade funcional de mulheres com fibromialgia.

Biografia do Autor

Diogo Homann, Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil

Graduado em Educação Física (Bacharelado) pela UFPR (2005-2008) e Mestrando do Programa de Pós-graduação em Educação Fisica pela UFPR (2009-)

Suelen Meira Goes, Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil

Graduada em Educação Física pela UEPG (2005), Mestre em Educação Física pela UFPR (2010) e doutoranda em Educação Física pela UFPR.

Luciana da Silva Timossi, Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil

Graduada em Educação Física pela UEPG (2005), Mestre em Engenharia da Produção pela UTFPR (2009) e doutoranda em Educação Física pela UFPR

Neiva Leite, Universidade Federal do Paraná. Departamento de Educação Física. Núcleo de pesquisa em qualidade de vida. Curitiba, PR. Brasil

Graduada em Medicina (1984) e Educação Física (1989) pela UFRGS, Mestre em Reabilitação pela UNIFESP (1997) e Doutora em Pediatria pela UFPR (2005). Professora adjunta da UFPR

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Publicado

2011-06-14

Edição

Seção

Artigos Originais