A maior velocidade e o menor tempo de exercício em que o VO2max é alcançado na corrida

Autores

  • Tiago Turnes Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Rafael Alves de Aguiar Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Rogério Santos de Oliveira Cruz Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Felipe Domingos Lisbôa Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Amadeo Félix Salvador Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • João Antônio Gesser Raimundo Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Kayo Leonardo Pereira Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Fabrizio Caputo Universidade do Estado de Santa Catarina.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2015v17n2p226

Palavras-chave:

Aptidão física, Corrida, Educação física e treinamento, Exercício, Consumo de oxigênio

Resumo

O domínio severo tem importantes aplicações para a prescrição do treinamento de corrida e elaboração de delineamentos experimentais. O estudo teve como objetivos: 1) investigar a validade de um modelo proposto previamente para estimativa do menor tempo de exercício (TINF) e maior velocidade (VSUP) em que o VO2max é alcançado na corrida; e 2) comparar os efeitos do estado de treinamento nestes parâmetros.

Oito corredores e oito indivíduos fisicamente ativos realizaram uma série de testes até a exaustão em esteira rolante para estimar matematicamente e determinar experimentalmente o TINF e VSUP. A relação entre tempo para atingir o VO2max e tempo de exaustão (Tlim) foi usado para estimar o TINF. A VSUP foi estimada pelo modelo de Velocidade Crítica. VSUP foi assumida como a maior velocidade em que o VO2 foi igual ou maior que a média do VO2max menos um desvio padrão. TINF representou o Tlim associado a VSUP. Corredores apresentaram melhor aptidão aeróbia e consequentemente, maior VSUP (22,2 km.h-1) do que sujeitos ativos (20,0 ± 2,1 km.h-1). Entretanto, TINF não foi diferente entre grupos (Corredores 101 ± 39; Ativos: 100 ± 35 s). VSUP e TINF não foram bem estimados pelo modelo proposto e apresentaram altos coeficientes de variação (> 6%) e baixa correlação (r < 0,70), o que diminuiu a sua validade.  Pode-se concluir que o estado de treinamento aeróbio afetou positivamente apenas a VSUP. Além disso, o modelo proposto apresentou baixa validade para predição do limite superior do domínio severo (VSUP) independentemente do estado de treinamento dos indivíduos. 

Biografia do Autor

Tiago Turnes, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Rafael Alves de Aguiar, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Rogério Santos de Oliveira Cruz, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Felipe Domingos Lisbôa, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Amadeo Félix Salvador, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

João Antônio Gesser Raimundo, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Kayo Leonardo Pereira, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

Fabrizio Caputo, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Centro de Ciências da Saúde e do Esporte. Laboratório de Pesquisa em Desempenho Humano. Florianópolis, SC. Brasil.

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Publicado

2015-02-28

Edição

Seção

Artigos Originais