Aspectos da flexibilidade de mulheres com síndrome de fibromialgia
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2015v17n2p238Resumo
Exercícios físicos em mulheres com síndrome de fibromialgia (SFM) têm apresentado efeitos na força e potência aeróbica, contudo, os resultados acerca da flexibilidade têm sido controversos. Além disso, os estudos têm avaliado articulações específicas ou testes que envolvam apenas um único movimento corporal. Objetivou-se comparar o perfil de flexibilidade global de mulheres acometidas pela SFM e assintomáticas a partir de um protocolo de teste mais abrangente quanto ao número de movimentos e articulações envolvidas. Participaram da pesquisa 30 mulheres divididas em dois grupos: assintomáticas (n = 15; 50,2 ± 8,2 anos; 63,0 ± 9,6 kg; 157 ± 6 cm) e fibromiálgicas (n = 15; 47,3 ± 9,4 anos; 61,9 ± 12,2 kg; 159 ± 7 cm). A flexibilidade medida pelo Flexiteste foi avaliada pelo índice global de flexibilidade (flexíndice) e pelos cinco índices de variabilidade da mobilidade articular: intermovimentos (IVIM), intra-articulação (IVIA), flexão-extensão (IVFE), entre segmentos (IVES) e distal-proximal (IVDP). Todos os índices foram calculados com base nos resultados dos 20 movimentos do flexiteste. Não houve diferença no flexíndice entre os grupos (44,4 ± 3,7 vs 45,7 ± 4,1 pontos, para assintomáticas e fibromiálgicas respectivamente; p=0,379; IC95% = -4,2 a 1,6). A maioria da amostra (83%) apresentou nível de flexibilidade considerado na média da população para o gênero feminino e para cada faixa etária específica. Entre os índices de variabilidade da mobilidade articular apenas o IVIM apresentou diferença significativa. Mulheres assintomáticas e fibromiálgicas apresentam níveis globais de flexibilidade similares, mas com perfis diferentes.
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