Comportamento sedentário alto e comprometimento da aptidão física em tabagistas adultos apesar do nível adequado de atividade física na vida diária

Autores

  • Vinicius Tonon Lauria Universidade Federal de São Paulo
  • Evandro Fornias Sperandio Universidade Federal de São Paulo
  • Agatha Caveda Matheus Universidade Federal de São Paulo
  • Rodrigo Pereira da Silva Universidade Federal de São Paulo
  • Marcello Romiti Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular
  • Antônio Ricardo de Toledo Gagliardi Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular
  • Rodolfo Leite Arantes Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular
  • Victor Zuniga Dourado Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n1p62

Palavras-chave:

Aptidão física, Estilo de vida sedentário, Hábito de fumar

Resumo

 

O comportamento sedentário pode desempenhar papel importante nos resultados relacionados à saúde, independentemente da quantidade de atividade física na vida diária (AFVD). Nosso objetivo foi avaliar e comparar o comportamento sedentário, bem como a capacidade funcional em tabagistas e não tabagistas fisicamente ativos. Vinte e oito tabagistas adultos e 38 não tabagistas sem doenças respiratórias foram pareados por idade, sexo, índice de massa corporal, composição corporal, risco cardiovascular e AFVD moderada a intensa. Os participantes realizaram espirometria, teste de exercício cardiopulmonar (TECP), teste de caminhada de seis minutos (TC6), dinamometria isocinética e composição corporal (bioimpedância). Apesar da quantidade semelhante de AFVD moderada a intensa (mediana, 4,5h/semana para tabagistas e 4,0h/semana para os não tabagistas), os tabagistas passaram mais tempo deitados (mediana, 8,2h/semana: intervalo de confiança de 95%, 5,4 a 19,1 vs. 6,1h/semana: 3,7 a 11,2) e em atividades sedentárias (mediana, 100h/semana: 66 a 129 vs. 78h/semana: 55 a 122) em comparação com não tabagistas. Os tabagistas também apresentaram pior espirometria, pico de V’O2 e freqüência cardíaca máxima no TECP, TC6 e índices isocinéticos (p<0,05). Observamos uma forte correlação entre o tempo gasto deitado e a espirometria (r = - 0,730) nos tabagistas. O tabagismo está relacionado ao maior comportamento sedentário, apesar do nível AFVD adequado. Um nível AFVD adequado não reduziu os efeitos deletérios do tabagismo na capacidade funcional. Interromper o comportamento sedentário pode ser uma intervenção apropriada em tabagistas para a prevenção de doenças.

Biografia do Autor

Vinicius Tonon Lauria, Universidade Federal de São Paulo

Universidade Federal de São Paulo

Evandro Fornias Sperandio, Universidade Federal de São Paulo

Universidade Federal de São Paulo

Agatha Caveda Matheus, Universidade Federal de São Paulo

Universidade Federal de São Paulo

Rodrigo Pereira da Silva, Universidade Federal de São Paulo

Universidade Federal de São Paulo

Marcello Romiti, Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular

Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular

Antônio Ricardo de Toledo Gagliardi, Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular

Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular

Rodolfo Leite Arantes, Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular

Instituto Angiocorpore de Medicina Cardiovascular

Victor Zuniga Dourado, Universidade Federal de São Paulo

Universidade Federal de São Paulo

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Publicado

2017-05-28

Edição

Seção

Artigos Originais