Estilo de vida de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e sua associação com a contagem de linfócitos T CD4+

Autores

  • Cristiane de Lima Eidam Mestre em Educação Física - UFSC
  • Adair da Silva Lopes Doutor do Departamento de Educação Física/UFSC, Florianópolis, SC, Brasil.
  • Mark Drew Crosland Guimarães Departamento de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte
  • Osvaldo Vitorino Oliveira osvaldovitorino@duosite.com.br

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

HIV, Estilo de vida, Marcadores biológicos, Linfócitos T CD4 positivos, Lifestyle, Biological markers, CD4 positive T-lymphocytes

Resumo

Este estudo pretendeu avaliar o estilo de vida de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e associá-lo à contagem de linfócitos T CD4+. A amostra, selecionada por conveniência, foi constituída de 111 indivíduos (68 homens e 43 mulheres, com idade média de 37 anos). Os dados para avaliação do estilo de vida (hábitos alimentares, atividade física, comportamento preventivo, relacionamentos e controle do estresse), foram obtidos por meio de entrevista. Para a contagem do número de linfócitos T CD4+, considerou-se o resultado do último exame laboratorial apresentado na ficha do paciente. Foram realizadas análises descritivas, análise de variância (ANOVA) one-way, com o teste post hoc de Tukey e o teste qui–quadrado. Os resultados evidenciaram que a contagem média de linfócitos T CD4+ foi de 345 cel/mm3 e a mediana de 296 cel/mm3. A maioria dos pacientes realizava os exames de rotina e seguia as recomendações médicas (92,8%), usava preservativos durante as relações sexuais (80,2%), estava satisfeita com os relacionamentos (80,2%) e reservava tempo, todos os dias, para relaxar (82%). O perfil do estilo de vida, nos componentes hábitos alimentares e de atividade física habitual, foi classificado como insatisfatório. O comportamento preventivo foi a variável do estilo de vida com resultado médio significativamente superior aos demais (6,95 pontos). Foram observadas associações entre o controle do estresse, considerado satisfatório, e a contagem do número de linfócitos T CD4+ > 296 cel/mm3 (p<0,05). Não foram encontradas associações entre hábitos alimentares, atividade física habitual, comportamento preventivo, relacionamentos, estilo de vida global e a contagem de linfócitos T CD4+ (p>0,05). Concluiu-se que os hábitos alimentares e o nível de atividade física habitual dos portadores do HIV foram considerados como insatisfatórios. Enfatiza-se a importância do controle do estresse para a contagem do número de linfócitos T CD4+ de pacientes infectados pelo HIV, sem desconsiderar a contribuição dos outros aspectos do estilo de vida.

Biografia do Autor

Cristiane de Lima Eidam, Mestre em Educação Física - UFSC

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Currículo Lattes

Adair da Silva Lopes, Doutor do Departamento de Educação Física/UFSC, Florianópolis, SC, Brasil.

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Mark Drew Crosland Guimarães, Departamento de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte

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Osvaldo Vitorino Oliveira, osvaldovitorino@duosite.com.br

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Publicado

2006-11-19

Edição

Seção

Artigos Originais