Idade óssea e força explosiva de jovens praticantes de voleibol
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n3p331Resumo
Para se alcançar o sucesso no esporte, a identificação de diferentes aspectos antropométricos, motores e fisiológicos são imprescindíveis. Porém, esses componentes podem se desenvolver diferentemente em indivíduos na mesma faixa etária, em parte pelo desenvolvimento biológico. O objetivo do estudo foi comparar e relacionar a força explosiva com a maturação biológica de acordo com o sexo. A amostra foi composta por 239 sujeitos, com idades entre 10 a 13 anos. A idade óssea foi estimada por uma equação preditora baseada em variáveis antropométricas. A força explosiva de membros superiores e inferiores foram avaliadas através do teste de arremesso de medicine ball e de salto vertical, respectivamente. A análise de post hoc mostrou que os sujeitos com desenvolvimento biológico atrasado obtiveram o pior desempenho no teste de arremesso de medicine ball quando comparados com o grupo acelerado dos meninos (p=0.001; d=0.96) e meninas (p< 0.01; d= 2.01); em relação ao teste de salto vertical, desempenho inferior também foi observado para o estágio atrasado quando comparado com o grupo acelerado dos meninos (p=0.24; d=1.1) e meninas (p= 0.007; d=0.75). Análise de regressão demonstrou que 36% e 19,2% da variância no desempenho da força explosiva de membros superiores e inferiores foi compartilhada pela idade óssea dos meninos, e 45,2% e 16,1%, respectivamente, nas meninas. Conclui-se que a força explosiva de membros superiores e inferiores se relaciona de forma positiva com a idade óssea, sendo o desempenho destes componentes superiores em jovens com desenvolvimento biológico acelerado, quando comparados com o desenvolvimento atrasado, independente do sexo.
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