Prevalência e fatores associados ao deslocamento ativo em estudantes universitários do estado da Bahia
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2025v27e99762Palavras-chave:
Atividade física, Estudantes, Estudos transversais, SaúdeResumo
O objetivo foi estimar a prevalência e os fatores comportamentais, sociodemográficas e ambientais associados ao deslocamento ativo (DA) para ir/voltar à universidade em estudantes do estado da Bahia. Realizou-se um estudo transversal em 2019 com 1.506 estudantes das universidades federais (UFs) com campus no estado da Bahia. O desfecho do estudo foi o DA para ir/voltar à universidade. As variáveis independentes foram violência no trânsito, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sexo, classe social, trabalho/estágio, situação conjugal e faixa etária, tempo de universidade, turno de estudo, carga horária de estudo, atividade física no lazer (AFL), tempo sentado e tempo de sono. Foram empregadas as estimativas de associação via Odds Ratio (OR), complementadas pelo intervalo de confiança a 95% (IC95%), por meio da regressão logística multinível para efeitos mistos. A prevalência de DA foi de 19,7%. Universitários da classe social D/E tiveram mais chances de realizar o DA (OR=1,992; IC: 1,273-3,116), por outro lado, universitários que trabalhavam/estagiavam (OR=0,732; IC: 0,598-0,895) e foram inativos no lazer (OR=0,672; IC: 0,488-0,925) tiveram menores chances de realizar o DA. Quanto maior o IDH das cidades de localização das UFs, menores foram as chances de DA (OR=0,669; IC: 0,505-0,886). Concluiu-se que aproximadamente 20 a cada 100 estudantes realizava o DA para a universidade. Observou-se que o contexto socioambiental relacionado ao IDH das cidades e os aspectos individuais, como a classe social, trabalho/estágio e AFL associaram-se com o DA.
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