Esteatose hepática pode comprometer o efeito do exercício físico sobre a composição corporal em crianças e adolescentes obesos?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2017v19n4p459Resumen
O exercício físico é uma das formas de prevenção e tratamento da obesidade e doenças associadas como a esteatose hepática. Objetivou-se analisar se a esteatose hepática interfere no efeito do exercício físico sobre a composição corporal de crianças e adolescentes obesos. A amostra consiste em 40 indivíduos obesos, sendo 13 crianças (8,17±1,33 anos) e 27 adolescentes (12,28±1,36 anos). A composição corporal total e por segmento foi estimada pelo DEXA. Realizaram-se medidas antropométricas, bem como, o exame de ultrassom do fígado para mensurar a gordura intra-abdominal e subcutânea, assim, diagnosticar a esteatose hepática (EH). A intervenção foi composta por 20 semanas, sendo aplicadas nas crianças, atividades lúdico-recreativas/competitivas e para os adolescentes, treinamento concorrente (aeróbio e resistido). Foram realizados os testes de Levene, ANOVA de medidas repetidas e o tamanho do efeito (TE) pelo Eta-Squared. Observou-se que, apesar de não obter significância estatística, analisando o tamanho do efeito, o exercício físico tanto nas crianças (gordura corporal TE efeito tempo= 0,210e TE efeito grupo= 0,208; massa gorda TE efeito grupo= 0,338; gordura androide TE efeito interação= 0,267) quanto nos adolescentes (gordura intra-abdominal TE efeito grupo=0,230), independentemente se tinham ou não a EH, foi eficaz para reduzir a gordura corporal. Observa-se que o exercício físico foi eficaz na melhora da composição corporal de crianças e adolescentes obesos independentemente da EH.
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