Resistência muscular abdominal em crianças e adolescentes do Brasil: revisão sistemática dos estudos transversais
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2018v20n4p483Resumo
A literatura tem demonstrado a importância da aptidão musculoesquelética na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Embora as recomendações atuais de atividades físicas incluam aspectos de fortalecimento e a resistência muscular, pouco se conhece sobre os níveis de resistência muscular de crianças e adolescentes numa abrangência nacional. O objetivo deste estudo foi revisar sistematicamente a literatura para identificar a prevalência de crianças e adolescentes brasileiros que atendem aos critérios de saúde para a resistência muscular. Foi conduzida uma busca sistemática em quatro bases de dados (MEDLINE; Scopus; SciELO; LILACS), utilizando os termos “muscular endurance”, “muscle endurance”, “physical fitness”, “child”, “adolescent”, “adults”, “school” e correspondentes no idioma português. Foram encontrados 2.652 artigos (2.269 tiveram seu título e resumo lidos) e 70 foram elegíveis para leitura na íntegra. Dezessete estudos foram revisados e avaliados quanto ao risco de viés. Entre 32.661 crianças e adolescentes, apenas 40,2% dos meninos e 31,9% das meninas apresentaram resistência muscular abdominal adequada para a saúde, sendo que a maior parte dos estudos foi conduzida na região Sul do Brasil. A variabilidade nos procedimentos para avaliação da resistência muscular abdominal e nos pontos de corte utilizados para interpretação ocorreu devido à utilização de diferentes padronizações (PROESP/BR®, FITNESSGRAM® e AAHPERD®). Menos da metade dos adolescentes brasileiros de ambos os sexos tem resistência muscular abdominal adequada para a saúde. Estudos que investiguem as causas e as consequências da resistência muscular abdominal inadequada podem contribuir para estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde de crianças e adolescentes.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor. Os autores concedem os direitos de primeira publicação à RBCDH, sendo a obra simultaneamente licenciada sob a Licença Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.
Os autores estão autorizados a celebrar contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicação em repositório institucional, em site pessoal, publicação de tradução ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
