Mulheres, negritude e a construção de uma modernidade transnacional

Simone Pereira Schmidt

Resumo


Partindo do conceito de negritude formulado por Aimé Césaire, proponho uma reflexão sobre os desdobramentos da negritude em diferentes momentos históricos, nos quais o conceito é ressignificado através de interpretações que atendem às demandas políticas e culturais de cada contexto. Assim, meu texto pretende enfocar duas vozes poéticas femininas que, de maneiras diversas, fazem ecoar os princípios da negritude, reinterpretando-a à luz de suas agendas específicas: Noémia de Sousa, inserida no ambiente português e africano dos anos 50, e a cantora brasileira Luedji Luna, que retoma questões centrais do mesmo tema no contexto brasileiro pós-ações afirmativas. Através da abordagem dessas duas vozes, pretendo identificar redes transnacionais de construção de solidariedade planetária em perspectiva feminista e negra.


Palavras-chave


negritude; diáspora; poesia de autoria feminina; feminismo transnacional

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DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2019v27n158957

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.