Cravo, canela, bala e favela

Simone Pereira Schmidt

Resumo


A partir da discussão sobre o lugar do corpo feminino subalterno, palco de conflitos onde se desdobram as tensões resultantes das relações desiguais de gênero, raça e classe no Brasil, este artigo se propõe a realizar uma leitura de textos ficcionais recentes – nomeadamente os romances As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto, e Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, e o filme O céu de Suely, de Karim Aïnouz –, inserindo-os no debate de um projeto de tradução da agenda pós-colonial para o português. Decorrentes dessa abordagem, temas como a viagem, o deslocamento e o exílio farão parte da experiência subjetiva ficcionalizada que se irá enfocar, e serão, portanto, também objeto de interpretação.


Palavras-chave


Corpo Feminino; Ficção de Autoria Feminina Brasileira; Raça; Gênero; Exílio; Deslocamento

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2009000300010

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.