Fluxos migratórios de mulheres para o trabalho reprodutivo: a globalização da assistência

Teresa Kleba Lisboa

Resumo


http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000300017

A partir de uma experiência vivenciada como integrante do grupo que trabalhou a temática da migração de mulheres na Internationale Frauen Universität (IFU) em 2000, apresento neste artigo uma discussão sobre os fluxos migratórios de mulheres que deixam os países periféricos movendo-se em direção aos países de Primeiro Mundo para trabalhar como empregadas domésticas. Ocorre nesse processo uma verdadeira globalização da assistência, formando-se inclusive cadeias entre mulheres de diferentes nações, classes e etnias. As principais causas das migrações estão ligadas à luta pela sobrevivência, oportunidade de trabalho e estudo e conquista da independência em relação à opressão e à violência. Como proposta final, sugiro que, para conter os fluxos migratórios, são necessárias políticas públicas que venham ao encontro das necessidades básicas das mulheres em seus países de origem.


Palavras-chave


migração feminina; globalização da assistência; eqüidade de gênero; políticas públicas para mulheres.

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2007000300017

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.