Diferenças de gênero e medicalização da sexualidade na criação do diagnóstico das disfunções sexuais

Fabíola Rohden

Resumo


O objetivo do artigo é analisar criticamente as contribuições internacionais mais importantes e atuais que têm tomado a etapa recente da medicalização da sexualidade como tema de pesquisa. A maioria dos trabalhos centra-se na produção da categoria e do diagnóstico de “disfunção sexual”, seja considerando o caso masculino, mais amplamente estudado pela via da “disfunção erétil”, seja o caso feminino, muitas vezes traduzido pela ideia de uma suposta complexidade da sexualidade das mulheres. A perspectiva que utilizo tem como referência os estudos sociais da ciência e, especialmente, as contribuições da antropologia e da história da medicina. Além disso, incorpora a matriz dos estudos de gênero e ciência que tem produzido uma poderosa visão crítica da produção científica dos dois últimos séculos, revelando como os condicionantes de gênero têm atravessado a relação entre produção do conhecimento e contexto social.


Palavras-chave


Sexualidade; Medicalização; Gênero; Disfunção Sexual

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2009000100006

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.