Despatologização do gênero: a politização das identidades abjetas

Autores

  • Berenice Bento Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Larissa Pelúcio Universidade Estadual Paulista, Bauru

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2012000200017

Resumo

Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades e travestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana(APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidades divulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM – APA) e do Código Internacional de Doença (CID – OMS), o que tem mobilizado ativistas trans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) se internacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremosalgumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM eno CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremos argumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.

Biografia do Autor

Berenice Bento, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

É doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Professora Adjunto I do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na qual atua nos Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais e em Antropologia. Coordena o Núcleo Tirésias (UFRN).Realiza pesquisa sobre gênero, sexualidade, teoria queer e direitos humanos.

 

Larissa Pelúcio, Universidade Estadual Paulista, Bauru

É doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professora Assistente Doutora do Departamentode Ciências Humanas e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Marília). Vice-líder do grupo Corpo, Identidades e Subjetivações. Realiza pesquisa sobre gênero, sexualidade, teoria queer e conjugalidades na contemporaneidade.

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Publicado

2012-05-21

Edição

Seção

Dossiê