Despatologização do gênero: a politização das identidades abjetas

Berenice Bento, Larissa Pelúcio

Resumo


http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2012000200017

Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades etravestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana(APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidadesdivulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais(DSM – APA) e do Código Internacional de Doença (CID – OMS), o que tem mobilizado ativistastrans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis comotranstornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) seinternacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremosalgumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM eno CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremosargumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.


Palavras-chave


Identidades trans; Campanha Pare a Patologização; Gênero e sexualidade

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Estudos Feministas, ISSN 0104-026X, Florianópolis, Brasil.