O que Significa Traduzir Finnegans Wake?

Autores

  • Lenita Rimoli Esteves Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4237.2010n8p196

Palavras-chave:

Finnegans Wake, James Joyce, Tradução, Jean Allouch

Resumo

Este trabalho se dedica a uma análise de técnicas de escrita empregadas por Joyce em Finnegans Wake e de traduções de alguns excertos da obra feitas para o português. Mais que isso, pretende-se questionar o que significa, em que consiste, traduzir Finnegans wake. Com base na proposta teórica de Jean Allouch, que considera a tradução não com base na clássica oposição forma/sentido, mas num triplo, constituído por sentido / forma / não-sentido, ou seja, como parte de um conjunto complexo composto de três elementos (tradução, transcrição e transliteração), argumenta-se que, nos momentos em que não há efeito de significação, o tradutor se vê obrigado a criar um significado, para a partir dele realizar a tradução. Essa é a função básica dos paratextos, que em geral acompanham as traduções, aclarando, explicando e justificando a tradução.

Biografia do Autor

Lenita Rimoli Esteves, Universidade de São Paulo

Possui mestrado em Lingüística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e doutorado em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas (1999). Atualmente é professor doutor da Universidade de São Paulo. Realizou pesquisa de pós-doutorado entre agosto e dezembro de 2008, junto à University of Massachusetts at Amherst. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Tradução, atuando principalmente nos seguintes temas: Tradução, Psicanálise, Tradução e Ética, Tradução Literária e James Joyce. Visite o website www.lenitaesteves.pro.br

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Publicado

2010-12-17

Edição

Seção

Artigos / Articles