Bavel: Aspecto e Escritura em Ulysses

Autores

  • Piero Eyben Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4237.2010n8p253

Palavras-chave:

Monólogo, Rastro, Tradução, Desconstrução, Joyce

Resumo

Este ensaio propõe-se analisar a linguagem dos monólogos de Ulysses como um pensamento de rastros que, como tal, deve ser lido dentro de um processo tradutório que vise deslocar-se frente às aporias discursivas impostas às atribuições de valor de autoridade (e autoria) e de apropriação (e tradução). Ao perceber que a representação em Joyce apresenta se como questionamento à própria noção de mímesis – e, com isso, dos modos miméticos como compreendidos por Platão e Aristóteles –, o presente trabalho tem por objetivo entender os vãos e as impossibilidades do discurso no texto e na tradução.

Biografia do Autor

Piero Eyben, Universidade de Brasília

Professor Adjunto de Teoria da Literatura da Universidade de Brasília. Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Brasília (2005), com enfoque na obra final de Mallarmé. Doutor em Literatura pela mesma Universidade (2008), com tese sobre as relações escriturais do sentido e da disseminação nas obras de Mallarmé e Joyce. Tem experiência na área de Teoria Literária, Filosofia, Tradução, atuando principalmente nos seguintes temas: linguagem poética, french theory, desconstrução, experiências limites da linguagem. Vínculos com o pensamento francês contemporâneo, sobretudo nas figuras emblemáticas de Blanchot, Barthes, Deleuze, Derrida, Foucault e Lacan. Organiza, concebe dramaturgicamente e dirige o Bloomsday BSB, desde 2007. Atualmente executa pesquisa acerca da falência teórica nos campos do saber literário e do pensamento da diferença, coordenando o Grupo de Pesquisa Escritura: linguagem e pensamento.

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos / Articles