Las “clases peligrosas”: el fracaso de un discurso policial prepositivista

Autores

  • Eugenio Raúl Zaffaroni Univesidad de Buenos Aires

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Classes Perigosas, Discurso médico, Corporação policial.

Resumo

O artigo analisa a obra “Des classes dangereuses de la population dans les grandes villes et des moyens de lês rendre meilleures” (1840), de H.A. Frégier, chefe de polícia francês que pela primeira vez utilizou a expressão “classes perigosas” para definir setores sociais propensos à criminalidade. Com isso objetiva-se verificar e ratificar que a corporação policial necessitou se apropriar do discurso médico, visto que não havia logrado elaborar um próprio. A tentativa de elaboração de um discurso próprio, anterior ao positivismo, pela corporação policial não teve êxito porque se mostrou disfuncional para legitimar a repressão policial ilimitada. Se os médicos tinham elaborado um discurso mas lhes faltava poder para lograr hegemonia, a corporação policial tinha poder, mas lhe faltava discurso de legitimação. A simbiose foi inevitável.

Biografia do Autor

Eugenio Raúl Zaffaroni, Univesidad de Buenos Aires

Doutor em Ciências Jurídicas e sociais, Juiz da  Corte Suprema da Argentina, magistrado de carreira

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Publicado

2005-01-01

Edição

Seção

Artigos