Gênero e performatividade em Webcomics

Maya Zalbidea Paniagua

Resumo


A remediação de quadrinhos para webcomics e quadrinhos animados em flash será explicada destacando os modos audiovisuais que eles compartilham com obras de literatura eletrônica. Além de enfatizar as mudanças nos processos de leitura, publicação e comercialização, o objetivo principal deste artigo é comparar os papéis de gênero em personagens de webcomics com as teorias de performatividade e desnaturalização de Judith Butler. Neste estudo, a liberdade da autora, para lidar com temas polêmicos, como sexualidade e gênero, é vista como uma possibilidade de exploração de questões de gênero e queer que não foram levadas em consideração em pesquisas anteriores. Quatro webcomics sobre questões de gênero serão analisados enfatizando os conceitos de Judith Butler: The Sisterhood story de SinFest (2008) por Tatsuya Ishida; Khaos-Komix (2007-2012) por Tab Kimpton; YU + ME: dream (2004); I was kidnapped by lesbian pirates from outer space (2006-2011) de Megan Rose Gedris; e The Gay Monsters (2007) de Andy Bauer. A representação de diferentes subjetividades, em um gênero popular como webcomic, desafia as convenções sociais tradicionais e populariza ao indivíduo a aceitação de sua própria sexualidade.

Palavras-chave


Gênero; Judith Butler; Quadrinhos; Queer; Sexualidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-9288.2019v15n1p79



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