Análisis de traducciones a LIBRAS como garantía de acceso a la literatura digital a partir de la metafunción composicional

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-9288.2025.e109119

Palabras clave:

Literatura digital, Transcriação, Comunidade surda, Tradução em Libras, Multimodalidade

Resumen

La literatura digital, un campo en consolidación, presenta desafíos específicos basados ​​en las experiencias de las comunidades minoritarias en Brasil. Este artículo propone una reflexión sobre los procesos de traducción a Libras como una forma de resistencia cultural y acceso a las producciones literarias digitales, así como su importancia para garantizar la lectura en lengua de señas. El artículo parte de la comprensión de que la traducción a Libras transita entre idiomas y modalidades, reconstruyendo textos en video (Lemos, 2023) y exigiendo nuevas prácticas de lectura. El análisis se relaciona con la Gramática del Diseño Visual (Kress; van Leeuwen, 2006), con énfasis en la metafunción compositiva, y con la Teoría Cognitiva del Aprendizaje Multimedia (Mayer, 2009). La perspectiva de la transcreación (Campos, 2004) como proceso de traducción se moviliza los aspectos creativos y culturales involucrados en la adaptación de obras literarias a Libras, mientras que la noción de modalidad (Rodrigues, 2018) sustenta el análisis de las diferentes materialidades lingüísticas y sensoriales involucradas en el proceso. Como corpus de análisis, la plataforma LIBROS y la obra de Deleprani (2023), La reinvención del cuento "La adivina", de Machado de Assis, en Libras, se examinan desde una perspectiva transcultural para investigar cómo estas producciones reconfiguran narrativas literarias en videotextos que han sido traducidos a Libras y constituyen parte integral de una literatura digital propia, situada como parte de una Literatura en Libras (Sutton-Spence, 2021). Se busca destacar cómo estas iniciativas preservan y reinventan narrativas en el contexto periférico del tecnocapitalismo global.

Biografía del autor/a

Rafael Monteiro da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC / PGET (Sob orientação da Prof. Marcia Monteiro Carvalho); Doutorando em Linguística pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES / PPGEL (Sob orientação da Prof. Flavia Medeiros Álvaro Machado); Mestre em Educação Bilingue na linha de pesquisa Educação de surdos e suas interfaces do programa de pós graduação do Instituto Nacional de Educação de Surdos - INES (2022); Pós-graduado em Libras pelo Centro de Ensino Superior de Vitória - CESV (2017); Graduação em Pedagogia pela Faculdade de Ciências de Wenceslau Bráz - FACIBRA (2015); Segunda Graduação em Letras Português/Inglês pelo Instituto Pedagógico Brasileiro - IPB/FAMART (2022); Atualmente professor Substituto no Letras/Libras - UFES, Tradutor e Intérprete de Libras da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e professor no Centro de Ensino Superior MULTIVIX. Membro do Grupo de Pesquisas. Membro do grupo de pesquisa INTERTRADS - Núcleo de Pesquisas em Interpretação e Tradução de Línguas de sinais (PGET/UFSC). Membro do grupo Sistêmica, Ambientes e Linguagens/SAL da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (UFSM); Membro do Grupo de Pesquisas/Estudos Língua(gem) Cognição: escolhas tradutórias e interpretativas (LingCognit/PPGEL/PRPPG/UFES).

Citas

ASSIS, Machado de. A cartomante. Contos de Machado de Assis; roteiro, desenhos e arte final Jo Fevereiro; cores Jo e Ciça Sperl. São Paulo: Escala Educacional, 2006.

BARTHES, Roland. Aula. 12. ed. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Cultrix, 2007.

BEAUGRANDE, Robert A. New foundations for a science of text and discourse. Norwood: Ablex, 1997. In: CAVALCANTE, Mônica Magalhães. Os sentidos do texto. 1. ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2013, p. 18.

BENJAMIN, Walter. A tarefa do tradutor. In: Escritos sobre mito e linguagem. São Paulo: Editora 34, 2011.

BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 23 dez. 2005.

BRASIL. Decreto nº 7.387, de 9 de dezembro de 2010. Institui o Inventário Nacional da Diversidade Linguística – INDL e dispõe sobre o seu funcionamento. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 10 dez. 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7387.htm. Acesso em: 14 jul. 2025.

CAMPELLO, Ana Regina S. Aspectos da visualidade na educação de surdos. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2008.

CAMPOS, Haroldo de. Da transcriação poética e semiótica da operação tradutora. Fale/UFMG, Belo Horizonte, 2011.

CAMPOS, Haroldo de. Da tradução como criação e como crítica. In: Metalinguagem e outras metas. São Paulo: Perspectiva, 2004.

CAMPOS, Haroldo de. Metalinguagem e outras metas: ensaios de teoria e crítica literária. São Paulo: Perspectiva, 2010.

CAMPOS, Haroldo de. Tradução tradição. In: CAMPOS, Augusto de; PIGNATARI, Décio; CAMPOS, Haroldo de. Cantares de Ezra Pound. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1960, p. 150-151.

CUNHA, Andreia Honório da; SILVEIRA, Regina Célia Pagliuchi da. Gramática do design visual e tiras: multimodalidade e produção de sentidos. Ponta Grossa - PR: Atena, 2021.

FERNANDES, Sueli. Educação de surdos. 2. ed. atual. Curitiba: IBPEX, 2011.

HUTCHEON, Linda. A Theory of Adaptation. 2. ed. revisada. Nova York; Londres: Routledge, 2012.

JAKOBSON, Roman. On linguistic aspects of translation. In: BROWER, R. A. (Ed.). On translation. Cambridge: Harvard University Press, 1959, p. 232-239.

KLIMA, E.; BELLUGI, U. Wit and poetry in American Sign Language. Sign Language Studies, n. 8, p. 203-224, 1975.

KRESS, G.; van LEEUWEN, T. Reading Imagens: the grammar of visual design. London: Routledge, 2006.

KOCH, I. G. V. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002.

LUCCHESI, Marco. A memória de Ulisses. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.

LUCCHESI, Marco. As descobertas da tradução. O Globo, Rio de Janeiro. Segundo Caderno. jan. 1995. p. 1.

LUCCHESI, Marco. Entrevista: Marco Lucchesi. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 2, n. 6, p. 129-141, 2000.

MARCUSCHI, Luís. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. In: CAVALCANTE, Mônica

Magalhães. Os sentidos do texto. 1. ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2013, p. 18.

MAYER, Richard E. Multimedia learning. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.

NOGUEIRA, Mariana Daleprani. A reinvenção do conto A cartomante, de Machado de Assis, em Libras, numa perspectiva transcultural. 2023. Disponível em: http://repositorio.ufes.br/handle/10/12670. Acesso em: 14 jul. 2025.

PLAZA, Julio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.

QUADROS, Ronice Muller de. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Secretaria de Educação Especial; Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos. Brasília: MEC; SEESP, 2004.

QUADROS, Ronice M.; KARNOPP, Lodenir B. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: ArtMed, 2004.

RIBEIRO, E. T. et al. Libras as a bridge for social and educational inclusion in indigenous schools: challenges and opportunities. Ciências Humanas, v. 27, n. 126, 2023. https://doi.org/10.5281/zenodo.8363875. Acesso em: 21 jun. 2025.

RODRIGUES, Carlos Henrique. Competência em tradução e línguas de sinais: a modalidade gestual-visual e suas implicações para uma possível competência tradutória intermodal. Trab. Ling. Aplic., Campinas, v. 57, n. 1, p. 287-318, jan./abr. 2018.

RODRIGUES, Cassiano Terra. Peirce, Charles Sanders. In: CAMPILONGO, Celso Fernandes; GONZAGA, Alvaro de Azevedo; FREIRE, André Luiz (coords.). Enciclopédia jurídica da PUC-SP. Tomo: Teoria Geral e Filosofia do Direito. 1. ed. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2017. Disponível em: https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/58/edicao-1/peirce,-charles-sanders. Acesso em: 8 jul. 2025.

SARGENTINI, V. M. O.; SANTOS, J. R.; SOUZA, P. C. R. Materialidades discursivas no ensino de língua portuguesa: a pesquisa com novas linguagens. Revista Linha d’Água, v. 25, p. 203-226, 2012.

SILVA, Cleunice Fernandes da; OLIVEIRA, Tânia Pitombo de. Os sentidos do texto. Revista de Letras Norte@mentos, v. 7, n. 14, 2014. DOI: 10.30681/rln.v7i14.6963. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/norteamentos/article/view/6963. Acesso em: 8 jul. 2025.

SILVA, Silvio Profirio da. O texto visual, afinal, o que é? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/14/22/o-texto-visual-afinal-o-que-eacu. Publicado em: 17 jun. 2014.

VERMEER, H. J. Skopos and commission in translational action. In: CHESTERMAN, Andrew (ed.). Readings in translation theory. Helsinki: Oy Finn Lectura Ab, 1989, p. 173–187.

VERMEER, H. J. Skopos and commission in translational action. In: VENUTI, Lawrence (ed.). The translation studies reader. London; New York: Routledge, 1989, p. 221–232.

Publicado

2026-01-07