O processo tradutório na campanha “Rosie the Riveter”: a questão da visibilidade do sujeito com deficiência

Érica Danielle Silva, Ismara Eliane Vidal de Souza Tasso

Resumo


Este artigo tem como objetivo geral trazer à tona algumas discussões acerca da noção de processo tradutório, reconhecendo a existência de mecanismos de produção de sentidos materializados em práticas tradutórias no entrecruzamento da língua e do discurso. Assumindo uma visão discursiva, partimos da hipótese de que a tradução é produtora de significados que podem ser construídos por regimes políticos, sociais, econômicos e institucionais de produção de verdades em um determinado momento histórico. Objetivamos, de modo específico, refletir sobre o processo tradutório de um texto selecionado a partir de um corpus composto por três materialidades, considerados neste estudo como traduções (intra)interlinguais do cartaz criado por J. Howard Miller para uma campanha divulgada durante a segunda Guerra Mundial, nos Estados Unidos, que tem como personagem principal Rosie the Riveter. Problematizamos, então, as condições de produção de uma das traduções destacadas, cuja personagem Rosie the Riveter é representada por uma jovem com Síndrome de Down, tomando esse objeto como um lugar em que se pode desvendar as perturbações da continuidade histórica que se cruzam em sua constituição.

 


Palavras-chave


Sujeito com deficiência; Processo tradutório; Rosie the Riveter; Condições de produção; Língua, discurso e história

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2014v1n33p169



Cadernos de Tradução, ISSN 2175-7968, Florianópolis, Brasil.

 

CAPES

 

 

Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras (DLLE)- UFSC

 

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