Amantes da beleza imperfeita

Marcelo Tápia

Resumo


No panorama da recepção e da recriação, no Brasil, de Les fleurs du mal (1857), de Charles Baudelaire, a antologia organizada e traduzida por Guilherme de Almeida (1944) permanece como fonte de reflexões sobre a tradução poética e suas relações com a afinidade e a identificação entre tradutor e autor, bem como entre suas concepções acerca de poesia. O presente artigo procura demonstrar, por meio da releitura dos apontamentos do tradutor dos poemas, seu persistente potencial iluminador sobre características da célebre obra original e a tarefa do traduzir como um diálogo convergente entre poéticas e idiomas distintos.


Palavras-chave


Tradução literária; Baudelaire; Almeida; Poesia

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2018v38nespp98



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.