Entre vidarbos, infâncias e maternares: o que pode um amor que não se explica
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e110927Palavras-chave:
Vidarbo, Maternar, Infância, Filosofia da diferença, Política do sensívelResumo
O texto cartografa as vidarbos de Aline Bei como uma política do sensível que tensiona as narrativas estabilizadas sobre o maternar e a infância, compreendendo-as como processos em devir, atravessados por afectos, perceptos e fabulações. Objetiva problematizar de que modo essas vidarbos atravessam a linguagem, fazendo nela germinar afectos e perceptos e instaurando, nesse movimento, outros modos de pensar e sentir a infância e o maternar. Metodologicamente, trata-se de um estudo de inspiração pós-estruturalista, ancorado na filosofia da diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari e nas interlocuções com a filosofia-educação de Sandra Mara Corazza, operando por encontros conceituais com três vidarbos de Aline Bei. A análise realiza-se por meio de uma cartografia sensível das formas literárias, inspirada em Rolnik e compreendidas como produtoras de experiências. Conclui-se que a escrita de Bei fabrica outras infâncias e outros maternares, instaurando fissuras nos regimes normativos do cuidado e do amor e afirmando a literatura como espaço de criação de modos outros de sentir, existir e educar.
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