Entre vidarbos, infâncias e maternares: o que pode um amor que não se explica

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e110927

Palabras clave:

Vidarbo, Maternar, Infância, Filosofia da diferença, Política do sensível

Resumen

O texto cartografa as vidarbos de Aline Bei como uma política do sensível que tensiona as narrativas estabilizadas sobre o maternar e a infância, compreendendo-as como processos em devir, atravessados por afectos, perceptos e fabulações. Objetiva problematizar de que modo essas vidarbos atravessam a linguagem, fazendo nela germinar afectos e perceptos e instaurando, nesse movimento, outros modos de pensar e sentir a infância e o maternar. Metodologicamente, trata-se de um estudo de inspiração pós-estruturalista, ancorado na filosofia da diferença de Gilles Deleuze e Félix Guattari e nas interlocuções com a filosofia-educação de Sandra Mara Corazza, operando por encontros conceituais com três vidarbos de Aline Bei. A análise realiza-se por meio de uma cartografia sensível das formas literárias, inspirada em Rolnik e compreendidas como produtoras de experiências. Conclui-se que a escrita de Bei fabrica outras infâncias e outros maternares, instaurando fissuras nos regimes normativos do cuidado e do amor e afirmando a literatura como espaço de criação de modos outros de sentir, existir e educar.

Biografía del autor/a

Guilherme Araújo Soares, Universidade do Estado do Amazonas

Vidante, aprendente, amazônida... sou aquele que se deixa contaminar no ENTRE de currículos, filosofias, artes, educações, ciências e vidas. Atualmente, sou doutorando em Educação em Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas, com bolsa da FAPEAM. Sou mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Federal do Amazonas (2025), especialista em Matemática, suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho, e em Currículo e Prática Docente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental pela Universidade Federal do Piauí (2023), e licenciado em Matemática pela Universidade Federal do Amazonas (2022). Habito e componho com o Grupo de Pesquisa Conexões: Epistemologia, Tecnologia, Formação e Ensino no Contexto Amazônico (UFAM/CNPq) e com o Grupo de Pesquisa Vidar em In-Tensões (UEA/CNPq). Minhas pesquisas movem-se como linhas errantes, desejando engendrar experimentações que afirmem a potência do pensar-sentir-fazer em educação (em ciências), fazendo emergir linhas artistadoras de fuga que vibram no acontecimento (po)ético-estético-político. Atravessado pela intercessora Sandra Mara Corazza (2006, p. 69), sussurro COM ela: ''Diante do caos, o que importa ao filósofo não é nem vencer o caos, nem fugir dele. Mas conviver com ele e dele extrair possibilidades criativas e velocidades infinitas''.

Mônica de Oliveira Costa, Universidade do Estado do Amazonas

Tenho me mobilizado nas/pelas discussões pós-estruturalistas na formação de professores e no currículo, na educação e no ensino de ciências. Assim, cursei graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (2005) com Habilitação em Supervisão e Orientação Escolar, Especialização em Psicopedagogia, Mestrado em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas - UEA (2010), doutorado em Educação em Ciências e Matemática pela REAMEC - Rede Amazônica em Educação em Ciências e Matemática a partir do qual pesquiso os temas: Currículo, Estágio, Formação de professores e Amazônia na perspectiva pós-estruturalista. Atualmente sou professora/pesquisadora na Universidade do Estado do Amazonas. 

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Publicado

2026-10-13

Número

Sección

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!