Maternidade enquanto resistência na ditadura civil-militar brasileira: mulheres e crianças inimigas do estado
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111798Palavras-chave:
Ditadura civil-militar, Infâncias, Experiência, Gênero, ResistênciaResumo
Este artigo, recorte de um trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Pedagogia, analisa as experiências de infâncias durante a ditadura civil-militar brasileira. Motivada pelo silenciamento histórico sobre a condição de mulheres e crianças no período, a pesquisa discute a pluralidade dessas vivências, questionando a ideia de uma única "infância roubada". A metodologia qualitativa, descritiva e bibliográfica, ampara-se em autores que abordam o contexto ditatorial, gênero e o conceito de infância. A análise da obra "Infância Roubada: Crianças atingidas pela Ditadura Militar no Brasil" (2014), focando em 30 depoimentos de crianças presas ou nascidas em cárcere, revela experiências de infância criadoras, potentes e resistentes. Tais infâncias convocam a repensar a produção de conhecimento sobre crianças e o lugar das mulheres na história, reconhecendo que a democracia não se consolida silenciando sujeitos vulneráveis que se mostram potentes.
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