As filhas da mãe: uma análise do conceito de mãe solo a partir da experiência das filhas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111830

Palavras-chave:

Mães Solo, Experiências, Filhas, Mulheres, Infâncias

Resumo

Este texto apresenta resultados da dissertação de mestrado intitulada As filhas da mãe: experiências de filhas de mães solo que se tornaram professoras, defendida no Programa de Pós-graduação em Educação do Instituto Federal Catarinense. A partir de narrativas de mulheres, obtidas por meio de entrevistas e com metodologia analítico-descritiva e interpretativa, discute-se o conceito de mãe solo, que ainda representa uma novidade no campo científico. Como será visto, o termo mãe solo possui uma historicidade que dialoga com os significados sociais e culturais do ser/tornar-se mulher, bem como, com as complexas experiências que envolvem as maternidades, as infâncias e os direitos.

Biografia do Autor

Alessandra da Silva, Instituto Federal Catarinense

Mestra pelo Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) do Instituto Federal Catarinense (IFC) - Campus Camboriú. Possui especialização em Supervisão Escolar. Cursou Inclusão Escolar e Orientação Educacional pelo Sistema Sinergia de Ensino. Graduada em Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade Sinergia. Professora de Educação Infantil da Rede Pública Municipal de Educação da cidade de Navegantes (SC) entre os anos de 2004 e 2016. Professora de Educação Infantil da Rede Pública Municipal de Educação da cidade de Balneário Camboriú (SC) desde 2016. Conselheira no órgão colegiado de fiscalização do FUNDEB - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e da Valorização dos Profissionais da Educação no município de Navegantes (SC) entre 2012 e 2015. Delegada na etapa nacional da Conferência Nacional de Educação - CONAE - 2014. Professora de Educação infantil com experiência na área com vinte anos de atuação. Atualmente na rede pública de Balneário Camboriú, SC. Membra-fundadora do Movimento Mulheres do Litoral - MULIT. Membra do FREIFOZ - Fórum Regional de Educação Infantil da Foz do Rio Itajaí. Membra-fundadora do Movimento Educação Democrática - SC. Associada ao do IMDH - Instituto Memoria e Direitos Humanos da UFSC. Foi Membra do CEAS - Conselho Estadual dos direitos das mulheres Santa Catariana - CEDIM - como suplente representando o MULIT, gestão 2021/2024. Cursando especialização Repensando Brasil, Instituto Conhecimento Liberta em parceria com Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Participei como delegada da Conferência de Meio Ambiente, 2025, etapa estadual. Temas de interesse na pesquisa: educação; gênero; feminismos; maternagens, paternagem, maternidades solo, mães solo; diversidade; infâncias; educação Infantil; educação de mulheres e meninas; relações étnico-raciais; branquitude; masculinidades; justiça social, reprodutiva e ambiental. (

Idorlene da Silva Hoepers, Instituto Federal Catarinense

Pós-doutoramento (2024/2025) realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e estágio Pós-doutoral na Universidade do Porto (UPorto/Portugal). Doutorado em Educação pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) (2017), com inserção de pesquisa e estágio doutoral no Instituto Politécnico do Porto (P.Porto/Portugal). É Mestre em Educação (2003) pela UNIVALI, e possui graduações em Licenciatura em Pedagogia (2003) e Bacharel em Ciências da Computação (1995) pela mesma universidade. Atualmente, é Professora de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC) - Campus Camboriú, atuando como docente na Licenciatura em Pedagogia e como docente permanente no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação (PPGE - Mestrado Acadêmico em Educação). Líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas e Estudos sobre Diversidade, Inclusão e Processos Formativos (GINPEDIN). Membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFC - Campus Camboriú. Membro do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e Colegiado do Curso de Licenciatura em Pedagogia. É também Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Formação de Professores e Processos Educativos (GEPEFOPPE) do IFC. Membro do Grupo de Pesquisa Itinera/UFSC Linha de Pesquisa: Sujeitos, Processos Educativos e Docência, desde 2024. Membro da comunidade de práticas de investigação CAFTe Currículo, Avaliação, Formação e Tecnologias em Educação/CIIE-Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP). Participou do Observatório Internacional de Inclusão, Interculturalidade e Inovação Pedagógica (OIIIIPe) (2020/2021). Desempenhou importantes funções de gestão e coordenação institucional, sendo Coordenadora Institucional do Programa de Residência Pedagógica do IFC em três períodos consecutivos (2018-2020, 2020-2022 e 2022-2024), e Coordenadora Institucional do Programa de Fomento à Formação de Professores da Educação Básica (ProF Licenciatura) (2018-2020), vinculado ao Programa de Residência Pedagógica Institucional. Detém experiência na área de Educação, com ênfase nos seguintes temas de pesquisa: formação de professores, processos sociais inclusivos, políticas públicas de inclusão e inovação pedagógica. Tem dedicado seus estudos ao Ciclo de Políticas, Etnografia de Redes, Recontextualização e Traduções das políticas educacionais no campo do currículo, especialmente a partir das teorizações de Stephen Ball e Basil Bernstein.

Luciana Carlos Geroleti, Instituto Federal Catarinense

Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - IFC campus Abelardo Luz. Doutora em História pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2019). Mestra em História (2013) e graduada em História (licenciatura e bacharelado) pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Tem pesquisas sobre história das mulheres e das relações de gênero; trabalho e gênero; memória e história oral. Atualmente pesquisa sobre Educação do Campo.

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Publicado

2026-10-13

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Seção

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!