As brincadeiras entre crianças tupinambá de Olivença: tradições passadas por gerações

Autores

  • Gabriel Moreira Santos Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Nathane Matos Almeida Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Christiana Cabicieri Profice Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da UESC

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2014n30p59

Palavras-chave:

Brincadeiras, Brinquedos, Educação, Indígena, Meio-Ambiente

Resumo

As brincadeiras e brinquedos foram e continuam a ser, dispositivos essenciais no processo de formação e preparação de agentes atuantes na ordenação social dos povos indígenas. Calcada em exemplos fornecidos pelos mais velhos, a epistemologia dos povos indígenas necessitava do ávido contato (muitas vezes proporcionado pelas brincadeiras) entre crianças de diferentes idades, adultos e anciãos. Nesta perspectiva, o presente estudo propõe a análise destes dispositivos no contexto da sociedade contemporânea do povo Tupinambá de Olivença (Sul da Bahia), buscando examinar em particular, o importante papel destas atividades lúdico-pedagógicas na transmissão de conhecimentos específicos acerca das relações sociais e com os espaços naturais, e a relevante função de manter e reformular tradições culturais deste grupo étnico. Do ponto de vista teórico e metodológico, fia-se em revisões bibliográficas, relatos de experiência e viagens a campo, onde os pesquisadores fizeram entrevistas e observações participativas em ambientes escolares da comunidade.

Biografia do Autor

Gabriel Moreira Santos, Universidade Estadual de Santa Cruz

Graduando em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Nathane Matos Almeida, Universidade Estadual de Santa Cruz

Graduanda em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Christiana Cabicieri Profice, Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da UESC

Professora Doutora do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da UESC

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Publicado

2014-06-13

Edição

Seção

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