Campos de experiências e a BNCC: um olhar crítico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2020v22n41p73

Palavras-chave:

Educação infantil, Currículo, Campos de experiência, BNCC

Resumo

O artigo apresentado inicia uma discussão sobre as bases conceituais dos Campos de Experiência, proposta que a Base Nacional Comum Curricular – BNCC traz como organização do currículo para a Educação Infantil. O texto passeia pela origem da proposta do trabalho fundado nas experiências das crianças a partir do conceito desenvolvido pelo filósofo John Dewey, passando pelas influências em outras propostas curriculares que serviram como modelo para o Brasil. O autor aponta a contradição entre a ideia original do trabalho com a metodologia de projetos da qual se pode inferir a organização curricular da educação infantil em torno de campos de experiência e a proposta apresentada pela BNCC, que traz uma lista de saberes que devem ser ensinados aos bebês e às crianças pequenas em cada faixa etária.

Biografia do Autor

Fábio Hoffmann Pereira, Universidade Federal de Alagoas/Campus Arapiraca

Professor na área de Educação Infantil do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (2004), mestrado (2008) e doutorado (2015) em Educação pela Universidade de São Paulo. Tem experiência de 19 anos na Educação Básica como professor dos anos iniciais do ensino fundamental, coordenador pedagógico e diretor de escola. Na pesquisa em Educação, tem aproximações com as seguintes temáticas: Relações de Gênero e Educação, Desempenho Escolar, Educação Infantil e Sociologia da Infância. 

Currículo completo disponível em: http://lattes.cnpq.br/8219210643690106

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Publicado

2020-04-24