Maternidade e permanência acadêmica: uma análise institucional das políticas de assistência estudantil e atendimento da infância na Universidade Federal do Maranhão (2018-2025)
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111086Parole chiave:
Ensino Superior, Maternidade, Mulheres, Permanência Estudantil, MaranhãoAbstract
A expansão do acesso ao ensino superior no Brasil possibilitou a inserção de estudantes-mães, cujas trajetórias são atravessadas por desigualdades de gênero e carência de suporte institucional. O presente artigo, portanto, analisa os desafios de permanência dessas mulheres no curso de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a partir das políticas de assistência estudantil e atendimento à infância ofertadas nos últimos anos. A pesquisa, de abordagem qualitativa integra análise de vinte e dois documentos oficiais entre editais e seus resultados vinculados à Pró-reitoria de Assistência Estudantil (PROAES), da UFMA, referentes ao auxílio-creche entre os anos de 2018, ano em que foi implementado, a 2025 e entrevistas semiestruturadas com 05 estudantes-mães e 1 representante do Coletivo de Mães da UFMA, espaço de acolhimento e mobilização política essencial no enfrentamento da invisibilidade institucional das mulheres, estudantes e mães de bebês e crianças pequenas. Os resultados apontam que a ausência de infraestrutura básica, como a creche universitária, e a burocratização da assistência estudantil geram sobrecarga e trajetórias acadêmicas não lineares. Conclui-se que a garantia do direito à educação superior exige o reconhecimento da maternidade como dimensão legítima da vida universitária e a implementação de políticas públicas sensíveis ao cuidado.
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