Inventar a mãe, reinventar a infância: afet(ament)os em conversação com Iracy Rocha

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e112535

Mots-clés :

Infância, Maternidade, Adoção, Cuidado, Educação

Résumé

No tecido da conversação com Iracy Rocha, infância, maternidade e cultura da adoção emergem como mais do que temas, constituindo-se como fios que entrelaçam cuidado, afeto e responsabilidade coletiva. Narrativas de vida, atravessadas pela experiência na escola, na família e no Grupo de Apoio a Pais Adotivos do Amazonas (GAPAM), fazem vibrar memórias/encontros que evidenciam a infância como território sensível de formação e a maternagem como prática que exige tempo, presença e elaboração de si. A escola aparece como espaço ambíguo, capaz de reproduzir violências, mas também de resgatar vidas por meio do olhar atento e do vínculo. O testemunho convoca à reinvenção das práticas educativas e familiares, afirmando que o cuidado com a criança não se restringe à família, e se expande enquanto tarefa ética e social. Assim, entre afetos, dores e resistências, tece-se a compreensão de que amar, olhar e reconhecer o outro são gestos fundantes na produção de futuros possíveis atravessados por um educar-maternar.

Bibliographies de l'auteur

Adriana Alves da Silva, Universidade do Estado do Amazonas

Pós-doutora do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências na Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), pesquisa corpo-docência na interface entre ciência, arte e educação, atuando nos programas de extensão CienciArte e no Arte e Comunidade, ambos vinculados ao PROEX/UEA. Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com estágio de doutorado sanduíche na Università degli Studi di Milano-Bicocca (Itália), com bolsa CNPq/PDSE-CAPES. Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes da UNICAMP e licenciada em Pedagogia pela mesma universidade. Atuou como docente no ensino superior público nas universidades Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desenvolveu pesquisas e projetos de extensão nas áreas de educação, arte e movimentos sociais, incluindo atuação no PRONERA/INCRA-SP e na ITCP/UNICAMP. Desde 2018 pesquisa e atua com a arte da palhaçaria em interlocução com a educação, circulando com a aula-espetáculo Conta Catarina. Seus interesses de pesquisa concentram-se na educação das infâncias, formação docente, ciênciarte, artes da cena e artivismos, feminismos, políticas públicas, relações de gênero, questões étnico-raciais, infâncias e diversidades.

Mônica Silva Aikawa, Universidade do Estado do Amazonas

Doutorado em Educação na Amazônia - EDUCANORTE/PGEDA pela Universidade Federal do Amazonas (2025), mestrado em Educação em Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas (2014), especialização em Educação Infantil (2014), especialização em Coordenação Pedagógica (2010) e Psicopedagogia (2008) pela Universidade Federal do Amazonas, graduação em Pedagogia com habilitação em supervisão escolar pelo Centro Universitário do Norte (2006). Possui experiência na área de Educação, como professora, coordenação pedagógica, assessoramento pedagógica, formação continuada de professores vividos em anos anteriores em redes públicas de ensino no Amazonas.Atualmente é professora da Universidade do Estado do Amazonas, trabalha especialmente com os componentes de Estágio Curricular na Pedagogia, tem coordenado o Projeto Institucional de Iniciação à Docência da UEA, é pesquisadora do Grupo de Estudo e Pesquisa Vidar em In-tensões, alinha-se com ações extensionistas aos grupos Amplia (UFU) e Diálogos (UEA).Segue em experimentações em temáticas com a Filosofia da Diferença em intercessões com Infância(s) Amazônica(s), Corpo-Brincante, Docências, Floresteios cartográficos e tantas e tantos outros possíveis no devir das existências multi e interespécies.

Guilherme Araújo Soares, Universidade do Estado do Amazonas

Vidante, aprendente, amazônida... sou aquele que se deixa contaminar no ENTRE de currículos, filosofias, artes, educações, ciências e vidas. Atualmente, sou doutorando em Educação em Ciências na Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas, com bolsa da FAPEAM. Sou mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Federal do Amazonas (2025), especialista em Matemática, suas Tecnologias e o Mundo do Trabalho, e em Currículo e Prática Docente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental pela Universidade Federal do Piauí (2023), e licenciado em Matemática pela Universidade Federal do Amazonas (2022). Habito e componho com o Grupo de Pesquisa Conexões: Epistemologia, Tecnologia, Formação e Ensino no Contexto Amazônico (UFAM/CNPq) e com o Grupo de Pesquisa Vidar em In-Tensões (UEA/CNPq). Minhas pesquisas movem-se como linhas errantes, desejando engendrar experimentações que afirmem a potência do pensar-sentir-fazer em educação (em ciências), fazendo emergir linhas artistadoras de fuga que vibram no acontecimento (po)ético-estético-político. Atravessado pela intercessora Sandra Mara Corazza (2006, p. 69), sussurro COM ela: ''Diante do caos, o que importa ao filósofo não é nem vencer o caos, nem fugir dele. Mas conviver com ele e dele extrair possibilidades criativas e velocidades infinitas''.

Maria Eduarda Glória Neves, Universidade do Estado do Amazonas

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação e Ciências na Amazônia.Licenciada do curso de Pedagogia pela Universidade do Estado do Amazonas- UEA. Membro do Grupo de Pesquisa Vidar em In-tensões. Ex-bolsista do projeto ''Infância(s) e amazônia(s) em registros autobiográficos de uma docência em formação inicial'' financiado pela FAPEAM, com início em agosto de 2024 (PAIC/FAPEAM 2024-2025). Ex-bolsista do projeto ''Educação Infantil e BNCC: Rascunhos de um corpo'' financiado pela FAPEAM, com início em agosto de 2023 (PAIC/FAPEAM 2023-2024). Ensino Médio completo pela Escola Estadual Senador Petrônio Portela.Atua principalmente nos seguintes temas: educação, filosofia da diferença, professora-pesquisadora e formação docente.

Publiée

2026-10-13