Possible maternities: a reading of the Anti-Maternalist Manifesto aiming at the politicization of care as an invitation to emerging matripotency

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e112112

Keywords:

Motherhood, Reproductive Policies, Care Economics, Matripotency

Abstract

This review is based on Vera Iaconelli's work, entitled "Anti-Maternalist Manifesto: Psychoanalysis and the Politics of Reproduction," in which the author presents a critical analysis of contemporary maternalist discourse, which assigns women exclusive responsibility for caregiving, highlighting its socially and historically constructed character. In light of psychoanalytic theories and a perspective that considers the role of social markers of gender, race, and social class, the author addresses the differentiation between gestating, assuming kinship, and caring for a life. Organized into four chapters, the work discusses collective responsibility for future generations, criticizes the historical constructions that assign caregiving to women, and problematizes public reproduction policies by advocating for the diversification of reproductive and caregiving choices. The work also examines the cultural and ideological norms that underpin dominant discourses and their reproduction in society. The contradictions of maternalism reveal a model of social reproduction that neglects a sense of care and collective responsibility for new generations. In this direction, our reading proposes a dialogue, starting from a brief reflection on the care and role of the mother being politically redefined by the Nigerian sociologist Oyèrónkẹ́ Oyéwúmí's concept of matripotency, whose meaning becomes more complex when incorporating the feeling of shared responsibility for care by the entire community.

Author Biographies

Adriana Alves da Silva, Universidade do Estado do Amazonas

Pós-doutora do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências na Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), pesquisa corpo-docência na interface entre ciência, arte e educação, atuando nos programas de extensão CienciArte e no Arte e Comunidade, ambos vinculados ao PROEX/UEA. Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com estágio de doutorado sanduíche na Università degli Studi di Milano-Bicocca (Itália), com bolsa CNPq/PDSE-CAPES. Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes da UNICAMP e licenciada em Pedagogia pela mesma universidade. Atuou como docente no ensino superior público nas universidades Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desenvolveu pesquisas e projetos de extensão nas áreas de educação, arte e movimentos sociais, incluindo atuação no PRONERA/INCRA-SP e na ITCP/UNICAMP. Desde 2018 pesquisa e atua com a arte da palhaçaria em interlocução com a educação, circulando com a aula-espetáculo Conta Catarina. Seus interesses de pesquisa concentram-se na educação das infâncias, formação docente, ciênciarte, artes da cena e artivismos, feminismos, políticas públicas, relações de gênero, questões étnico-raciais, infâncias e diversidades.

Juliane Di Paula Queiroz Odinino, Faculdade Municipal de Palhoça

Possui licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2001), mestrado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (2004) e doutorado em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). É professora na Faculdade Municipal de Palhoça e atualmente coordena o Grupo de Estudos GEMPA: Gênero e Empoderamento da Mulher de Palhoça. Realizou estágio pós-doutoral junto ao Observatório de Práticas Escolares, na FAED/UDESC (2014/2015). Tem experiência de docência junto à formação de professores/as, presencial e à distância, em todas etapas da Educação Básica. Membro e pesquisadora do Núcleo de Antropologia Visual (NAVI/CFH/UFSC), do Instituto de Estudos de Gênero do Núcleo (IEG) e do Observatório de Práticas Escolares (FAED/UDESC), tem experiência em pesquisa e desenvolvimento de projetos nas seguintes áreas: antropologia e educação, estudos de gênero, culturas da infância, diversidade, sociologia da educação, sociologia da infância, estudos de educação e tecnologia e de infância e mídia.

References

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Published

2026-10-13