A administração é uma ciência? Reflexões epistemológicas acerca de sua cientificidade

Autores

  • Elói Júnior Damke PUC/PR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Silvana Anita Walter Pontifícia Universidade Católica do Paraná
  • Eduardo Damião da Silva Pontifícia Universidade Católica do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8077.2010v12n28p127

Palavras-chave:

Epistemologia. Cientificidade da administração. Karl Popper. Thomas Kuhn. Imre Lakatos.

Resumo

Este estudo de caráter epistemológico tem como objetivo expor e discutir a questão da cientificidade da administração. Essa discussão já foi realizada em outros estudos, sem ter sido, contudo, a exemplo deste estudo, efetuado por meio da análise dos critérios epistemológicos dos filósofos Karl Popper, Thomas Kuhn e Imre Lakatos. Com base nas correntes epistemológicas apresentadas, pode-se concluir: que a administração, como teoria do conhecimento, pode ser considerada ciência, o que decorre da possibilidade de falsear os estudos dessa área conforme o falseacionismo sofisticado de Popper; que a administração atende aos pressupostos da ciência paradigmática de Kuhn, apesar de não existir consenso sobre em que etapa se encontra e se adéqua aos moldes dos programas de pesquisa apresentados por Lakatos. Sabe-se que a administração ainda possui um longo caminho a percorrer em busca da ampliação de seu rigor metodológico e de seu amadurecimento, mas desconsiderá-la como ciência, além de não auxiliar neste amadurecimento, acaba por desprestigiar um amplo grupo de atores sociais – as organizações – que não são objeto principal de estudo de outras ciências.

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Publicado

2010-01-01