Luta e modernidade política: sobre a crítica de Hegel à concepção hobbesiana de “estado de natureza”
DOI:
https://doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11n3p261Abstract
Seguindo a recente ressonância, tanto na teoria social quanto na filosofia política, de tópicos do pensamento hegeliano, pretendo aqui recuperar aspectos sócio-políticos que presidem a crítica de Hegel à filosofia política moderna. Primeiramente, tentarei mostrar que toda a crítica hegeliana ao contratualismo tem uma base sócio-teórica, a saber: a ideia, alcançada ainda em textos da juventude, de que a individualização – compreendida, quer em termos políticos quer em termos históricos, a partir do conceito de luta e de crime – tem uma base incontornavelmente societária (1). Em seguida, investigarei como se pode entender, a partir da discussão anterior, a assimilação crítica do conceito hobbesiano de “estado de natureza”, o que conduzirá a uma apreciação dos diversos tratamentos dados por Hegel ao problema da luta (2).
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