Para além da infâmia, como dizer
Abstract
Michel Foucault faz irromper a arqueologia sob o signo do problema do sujeito: trata-se de saber se algo como um sujeito, um eu ou uma consciência podem ter correspondência com os enunciados, com o acontecimento da linguagem. Problema insistente, irresoluto, urgente, que servirá de guia às três partes do presente exercício. A primeira examina a concepção arqueológica do sujeito: função de um enunciado. Tendo em conta a mudança de perspectiva que caracteriza a passagem para a genealogia, a segunda parte analisa os dispositivos de subjetividade característicos da modernidade, em função de uma biopolítica que toma a seu cargo a vida dos indivíduos tomados isoladamente ou constituídos empopulação. A genealogia foucaultiana mostra como se constitui uma relação constitutiva entre discursos de verdade e modo de ser dos indivíduos, e o preço desta emergência –a infâmia. Na terceira parte o enfoque é dado ao curso ditado no Collège de France em 1982: esboçando uma genealogia das relações entre sujeito e verdade, Foucault descobre não só uma nova concepção do sujeito como um outro regime de funcionamento da verdade. Resta saber se servem ao problema previamente anunciadoDownloads
Veröffentlicht
Ausgabe
Rubrik
Lizenz
Os autores retêm os direitos autorais e direitos de publicação sobre suas obras, sem restrições.
Ao submeterem seus trabalhos, os autores concedem à revista ethic@ o direito exclusivo de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY) 4.0 International. Essa licença permite que terceiros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, desde que seja dado o devido crédito de autoria e à publicação original neste periódico.
Os autores também têm permissão para firmar contratos adicionais, separadamente, para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho neste periódico (por exemplo: depositar em repositório institucional, disponibilizar em site pessoal, publicar traduções ou incluí-lo como capítulo de livro), desde que com reconhecimento da autoria e da publicação inicial na revista ethic@.
