Do valor da vida, dos interesses, do sujeito
Abstract
O presente artigo versa sobre um dos mais polêmicos temas da ética prática, a saber, a inclusão de seres não-humanos na esfera da moral. Busca-se aqui reconstruir os argumentos de Peter Singer e Holmes Rolston III sobre o valor da vida, dos interesses e do sujeito. Ambos os autores defendem um alargamento da esfera moral, tradicionalmente reduzida somente aos seres da espécie humana. Suas teorias, porém, entram em conflito quando se trata dos limites da esfera moral. Enquanto Singer defende que a dor e o sofrimento, portanto os interesses, sejam o critério que a delimita, Rolston defende que a vida como um todo deve ser levada em conta na ética. Quando se trata da questão de valores, os dois autores distanciam-se ainda mais. Enquanto Singer nos diz que apenas a vida das pessoas, seres que sentem dor e prazer, além de desejarem a vida e planejá-la, é portadora de valor em si, Rolston defende que todos os seres vivos, bem como os ecossistemas e o planeta como um todo são portadores de valor em si.O presente artigo reconstitui este debate, buscando responder à questão de qual deve ser a linha delimitatória da esfera moral.Downloads
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