A introdução de temas em aulas de física: utilização das concepções prévias nos modelos de mudança conceitual e perfil conceitual

Autores

  • Iankie Gabriel Milani Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná
  • Luiz Henrique Martins Arthury Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Campus Jaraguá do Sul https://orcid.org/0000-0003-2666-9733

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7941.2019v36n2p414

Palavras-chave:

Construtivismo, Ensino de Física, Mudança Conceitual, Perfil Conceitual

Resumo

Visando contribuir com as discussões relativas ao construtivismo no Ensino de Ciências, apresentamos e discutimos os resultados de uma pesquisa que objetivou analisar possíveis relações entre os modos como os professores de Física utilizam as concepções prévias dos estudantes durante a introdução de temas, e os objetivos de aprendizagem propostos por esses professores, com foco nos modelos de mudança conceitual e perfil conceitual. Por meio de entrevista, avaliamos as respostas de quatro professores, onde levantamos suas percepções em relação aos objetivos conceituais de se ensinar Física, concluindo que esses professores têm uma afinidade como o conceito de perfil conceitual.

Biografia do Autor

Iankie Gabriel Milani, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Licenciado em Física pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Jaraguá do Sul (IFSC-JAR). Realizou estágio nos laboratórios didáticos de Física e monitoria de Física na mesma instituição. Participou de projetos de extensão voltados ao Ensino de Física e Astronomia, e direcionado à capacitação de professores e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID).

Luiz Henrique Martins Arthury, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Campus Jaraguá do Sul

É formado em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, com mestrado e doutorado em Educação Científica e Tecnológica pela mesma instituição, com trabalhos sobre visões epistemológicas na astrofísica e cosmologia. É professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Campus Jaraguá do Sul, tendo experiência na área de Ensino de Física, com ênfase em História e Filosofia da Ciência e Física Moderna. Possui interesse e trabalhos de pesquisa sobre o desenvolvimento da ciência, seus modos de produção de conhecimento e seu ensino.

Referências

BASTOS FILHO, J. B. Uma controvérsia em torno da educação científica: partidários e críticos do construtivismo. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 32, n. 2, p. 299-319, 1 jul. 2015.

CASTAÑON, G. A. Construtivismo e ciências humanas. Ciências & Cognição, Rio de Janeiro, v. 5, p. 36-49, jul. 2005.

DELIZOICOV, D. Pesquisa em ensino de ciências como ciências humanas aplicadas. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 21, p. 145-175, ago. 2004.

DELIZOICOV, D. Resultados da pesquisa em ensino de ciências: comunicação ou extensão? Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 22, n. 3, p. 364-378, dez. 2005.

FERNÁNDEZ, I.; GIL-PÉREZ ,D.; CARRASCOSA, J.; CACHAPUZ, A.; PRAIA, J. Visiones deformadas de la ciencia transmitidas por la enseñanza. Enseñanza de las Ciencias, v. 2, n. 3, p. 477-488, 2002.

FREINET, C. Pedagogia do bom-senso. São Paulo: Martins Fontes, 1985.

KÖHNLEIN, J. F. K.; PEDUZZI, S. Um estudo das concepções alternativas sobre calor e temperatura. Revista Brasileira de Investigação em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 3, n. 2, p. 84-96, 2002.

LABURÚ, C. E.; CARVALHO, M. de; BATISTA, I. L. Controvérsias Construtivistas. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 18, n. 2, p. 152-181, ago. 2001.

MATTHEWS, M. Construtivismo e o ensino de ciências: uma avaliação. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 17, n. 3, p. 270-294, dez. 2000.

MOREIRA, M. A. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2006.

MORTIMER, E. F. Pressupostos epistemológicos para uma metodologia de ensino de química: mudança conceitual e perfil epistemológico. Química Nova, São Paulo, v. 15, p. 242-249, mar. 1992.

MORTIMER, E. F. Construtivismo, mudança conceitual e ensino de ciências: para onde vamos? Investigações em Ensino de ciências, Porto Alegre, v. 1, p. 20-39, 1996.

PEDUZZI, L. O. Q.; ZYLBERSZTAJN, A.; MOREIRA, M. A. As concepções espontâneas, a resolução de problemas e a história da ciência numa sequência de conteúdos em mecânica: o referencial teórico e a receptividade de estudantes universitários à abordagem histórica da relação força e movimento. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 14, n. 4, p. 239-246, 1992.

PENA, F. L. A.; RIBEIRO FILHO, A. Relação entre a pesquisa em ensino de Física e a prática docente: dificuldades assinaladas pela literatura nacional da área. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 25, n. 3, p. 424-438, dez. 2008.

REZENDE, F.; OSTERMANN, F. A prática do professor e a pesquisa em ensino de Física: novos elementos para repensar essa relação. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 22, n. 3, p. 316-337, dez. 2005.

SANCHIS, I. de P.; MAHFOUD, M. Interação e construção: o sujeito e o conhecimento no construtivismo de Piaget. Ciências & Cognição, Rio de Janeiro, v. 12, p. 165-177, 03 dez. 2007.

Downloads

Publicado

2019-08-28

Edição

Seção

Pesquisa em Ensino de Física