Métodos ativos de ensino podem ser entendidos como recursos para o combate à evasão em cursos de Ciências Exatas? Uma análise pautada nas ideias de Vincent Tinto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7941.2020v37n2p369

Palavras-chave:

Métodos Ativos de Ensino, Evasão Universitária, Ensino de Ciências Exatas

Resumo

Métodos ativos de ensino têm sido vastamente investigados na literatura da área de Ensino de Ciências. Esses estudos têm demonstrado, entre outras coisas, que atividades que promovem um papel ativo dos estudantes, favorecendo o engajamento nas aulas de Ciências, contribuem para melhores resultados de aprendizagem. Investigações como essas levaram pesquisadores a assumirem a implementação de métodos ativos como estratégia para combater a evasão em cursos universitários. Em alguns casos, admite-se que melhores resultados de aprendizagem colaboram para uma diminuição nos índices de reprovação, culminando em menos estudantes que abandonam a graduação. Esse argumento, amplamente utilizado para defender a implementação de métodos ativos de ensino, ainda que seja pertinente, pode ser enriquecido a fim de melhor dirigir ações didáticas e de pesquisas. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é evidenciar as relações entre a implementação desses métodos e a decisão de persistir ou de evadir de estudantes em cursos superiores, especialmente em cursos de ciências exatas, expondo exemplos particularmente relacionados com o ensino de Física. Para isso, tomamos como referencial a teoria interacionista de Vincent Tinto. Buscamos, fundamentados em resultados da literatura, mostrar como a implementação de métodos ativos de ensino auxilia para melhorar as percepções dos estudantes sobre: i) suas capacidades para suprirem as demandas do curso (crenças de autoeficácia); ii) seu pertencimento como membros de uma comunidade que valoriza suas participações na instituição (senso de pertencimento); e iii) o valor e/ou relevância dos estudos previstos no currículo dos seus cursos (percepção de currículo). Com isso, contribuímos para a área de Ensino de Ciências proporcionando um quadro teórico para o delineamento, a condução e o estudo de ações institucionais focadas no combate à evasão universitária.

Biografia do Autor

Kaluti Moraes, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui Bacharelado em Biomedicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2013), Licenciatura em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, 2015) e Mestre em Ensino de Física pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física (PPGEnFis) da UFRGS (2020). Atualmente é aluno de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física da UFRGS.

Leonardo Heidemann, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Licenciado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2008), obtendo na mesma Universidade os diplomas de Mestre em Ensino de Física (UFRGS, 2011) e de Doutor em Ensino de Física (UFRGS, 2015). Desde 2016, é Professor Adjunto e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física do Instituto de Física (PPGEnFis) da UFRGS. É coordenador do Centro de Referência para o Ensino de Física (CREF) da UFRGS desde 2017.

Tobias Espinosa, Universidade Federal do Rio Grande

Licenciado em Física pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2013), Mestre em Ensino de Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2016) e Doutor em Ensino de Física também pela UFRGS (2019). Atualmente é professor Adjunto A do Instituto de Matemática, Estatística e Física (IMEF) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), docente permanente e coordenador adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Exatas da FURG e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física da UFRGS.

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Publicado

2020-08-12

Edição

Seção

Pesquisa em Ensino de Física