Territorializations of feminist journalism to combat violence against women

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-6924.2025.e104113

Keywords:

violence against women, feminist journalism, support network

Abstract

This article is the result of a Master's research project driven by the desire to shed light on media experiences in which women who are victims of violence have their protagonism respected and are not revictimized by the misogyny that permeates the hegemonic discourse. Based on a case study, the article aims to reflect on the possibilities of territorialization of cyberspace by feminist journalism and its role in strengthening support networks for women in this situation. The corpus is extracted from the coverage produced by journalist Cris Fibe, from Universa/UOL, regarding the complaint of institutional violence made by a black woman from the periphery of Vitória/ES against a public prosecutor who told her to “calm down” and go back to living with her ex-husband, her aggressor. The data and discussions collected through document analysis, discourse analysis and content analysis indicated that the columnist's approach influenced the interactions between the internet users who spoke out, promoting interactions that were mostly favorable (more than 92%) to the woman who made the complaint.

Author Biographies

Fernanda Couzemenco Ferreira, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda na Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. Pesquisadora do Programa de Extensão e Pesquisa Fordan: cultura no enfrentamento às violências,/Universidade Federal do Espírito Santo. 

Daniela Zanetti, Universidade Federal do Espírito Santo

Professor of the Department of Social Communication and the Postgraduate Program in Communication and Territorialities/Federal University of Espírito Santo. PhD in Communication/Federal University of Bahia.

Rosely Maria Silva Pires, Universidade Federal do Espírito Santo

Professora na Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação Física e Desportos. Fundadora e Coordenadora-geral do Programa de Extensão e Pesquisa Fordan: cultura no enfrentamento às violências/Universidade Federal do Espírito Santo. Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais/Universidade Federal Fluminense. 

References

ALVES, Marco Antônio Sousa; GOMES, Débora Quaiato. A mulher no ambiente digital: repensar as tecnologias da informação e da comunicação à luz do feminismo interseccional. Revista Tecnologia e Sociedade, v. 18, n. 54, p. 166-186, 2022.

ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2024. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ano 18, 2024. Disponível em: https://publicacoes.forumseguranca.org.br/handle/123456789/253. Acesso em 30.jul.2024

CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das mídias. Tradução Angela M. S. Corrêa. 2. Ed., 4ª impressão. – São Paulo: Contexto, 2019.

CNJ – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Avaliação sobre a aplicação das Medidas Protetivas de Urgência da Lei Maria da Penha. Disponível em < https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2022/08/relatorio-avaliacao-medidas-protetivas-lei-maria-da-penha-23082022.pdf > Acesso em 30.mai.2024

ESCOSTEGUY, Ana Carolina D. Comunicação e Gênero no Brasil: discutindo a relação. Revista Eco-Pós, v. 23, n. 3, p. 103-138, 2020.

FIBE, Cristina. “Quem tem cinco filhos juntos, deveria aquietar o facho”. Instagram: @uoloficial/@uolnoticias/@universa_uol/@crisfibe, 05 jun.2024. Disponível em < https://www.instagram.com/p/C71bczqR7pS/ > Acesso em 12 set.2024a

____________. Cris Fibe: Depois de ouvir aquieta o facho, mulher tem medida protetiva revogada. Instagram: @uoloficial/@uolnoticias/@universa_uol/@crisfibe, 06 set.2024. Disponível em < https://www.instagram.com/reel/C_k9Ii4gYmo/?igsh=MXY4NDl4ZjgzcXo0dA%3D%3D > Acesso em 12 set.2024b

FIORIN, José Luiz. Elementos de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2011

JUNIOR, Ademar Possebom Pessini. A contextualização dos crimes contra a vida das mulheres na imprensa no estado do espírito santo: uma análise de conteúdo das notícias de A Tribuna. 29/10/2019. Mestrado em COMUNICAÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Vitória/ES.

LELO, Thales Vilela. A feminização do jornalismo sob a ótica das desigualdades de gênero. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 27, n. 2, e54225, 2019.

LOPES, Yara Karolinne Sousa. O enquadramento jornalístico das matérias de violência contra a mulher e o trabalho das jornalistas da Gazeta/ES. 13/03/2020. Mestrado em COMUNICAÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Vitória/ES.

MARIANO, Isabella Silva de Freitas. Jornalismo, narrativas e discursos: um estudo sobre feminicídio no jornal A Gazeta. 23/04/2019. Mestrado em COMUNICAÇÃO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Vitória/ES.

MARTINEZ, Fabiana Jordão. Militantes e radicais da quarta onda: o feminismo na era digital. Revista Estudos Feministas, v. 29, p. e70177, 2021.

MELTWATER e WE ARE SOCIAL. Digital 2023 Global Overview Report. Londres, 2024. Disponível em < https://wearesocial.com/wp-content/uploads/2023/03/Digital-2023-Global-Overview-Report.pdf > Acesso em 25.jun.2024

NATANSOHN, Leonor Graciela. O que tem a ver as tecnologias digitais com o gênero? In: NATANSOHN, Leonor Graciela (Org.). Internet em código feminino: teorias e práticas / - 1a ed., p. 15-38. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: La Crujía, 2013. - (Futuribles; 0). E-Book.

NATANSOHN, Leonor Graciela; DE BRITO, Juliana Lopes. Feminicídio: a cobertura da Folha de S. Paulo a partir da Teoria do Enquadramento. Pauta Geral-Estudos em Jornalismo, v. 6, n. 2, p. 70-89, 2019.

NATANSOHN, Graciela; MORALES, Susana; DA SILVA FERREIRA, Sergio Rodrigo. Colonialismo de dados e apropriação das tecnologias digitais: articulações e propostas a partir de uma perspectiva feminista. Revista Fronteiras, v. 24, n. 3, 2022.

ONU NEWS. 89 mil mulheres e meninas foram vítimas de homicídio em 2022. ONU NEWS, 25 nov.2023. Disponível em < https://news.un.org/pt/story/2023/11/1823877 > Acesso em 31 mai.2024

PINTO, Milton José. Comunicação e discurso: introdução a análise de discursos. Hacker editores, 1999.

POELL, Thomas; NIEBORG, David; VAN DIJCK, José. Plataformização. Revista Fronteiras, v. 22, n. 1, 2020.

SACK, Robert David. O significado de territorialidade. In: DIAS, Leila Christina; FERRARI, Maristela (Orgs.). Territorialidades humanas e redes sociais. Florianópolis: Editora Insular, 2013. p. 63-89.

SAMPAIO, Rafael Cardoso; LYCARIÃO, Diógenes. Análise de conteúdo categorial: manual de aplicação. Brasília: ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, 2021.

SANTINI et al. Golpes, fraudes e desinformação na publicidade digital abusiva contra mulheres. Rio de Janeiro: NetLab - Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 8 mar.2024. Disponível em < https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2024/marco/ministerio-das-mulheres-e-netlab-divulgam-pesquisa-inedita-sobre-desinformacao-misoginia-e-fraudes-em-plataformas-digitais/RelatrioNarrativo_Publicidadecontraamulher_NetlabUFRJ.pdf > Acesso em 15 set.2024

SANTOS, Heloisa Souza dos. Jornalismo e produção de conhecimento no movimento feminista: análise do Think Olga e Revista AzMina. Mestrado em COMUNICAÇÃO. Instituição de Ensino: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Bauru, 2019.

SIMÕES, Rita. Do «pessoal ao político»: Tensões, paradoxos e implicações da mediatização da violência contra as mulheres em Portugal. Media & Jornalismo, v. 14, n. 25, p. 33-51, 2014.

TOMAZETTI, Tainan Pauli. O feminismo na era digital e a (re) configuração de um contexto comunicativo para políticas de gênero. Razón y Palabra, v. 19, n. 2_90, p. 488-500, 2015.

ZANETTI, Daniela; REIS, Ruth. Comunicação e territorialidades: Em torno do poder e da cultura. In: Comunicação e territorialidades: poder e cultura, redes e mídias. Vitória: Edufes, 2017. p. 10-20

Published

2026-06-23

Issue

Section

Articles