A tessitura narrativa da reportagem 38 estrelas, de Josefina Licitra: intriga e memória

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-6924.2025.e108749

Palavras-chave:

Jornalismo narrativo, Intriga, 38 estrelas obra de Josefina Licitra

Resumo

Neste artigo, analiso a composição narrativa da reportagem 38 estrelas, da jornalista argentina Josefina Licitra, que narra a fuga de presas políticas no Uruguai, em 1971. A obra aborda o período de Estados repressores na América Latina a partir da perspectiva de mulheres guerrilheiras tupamaras. Busco compreender a tessitura da obra e os recursos narrativos manejados, que incluem a autorreflexividade, referências intermidiáticas ao cinema e a trama dos testemunhos em uma intriga policial. A análise demostra como os aspectos relacionados às mulheres na guerrilha urbana levam a uma discussão acerca das representações sociais de gênero e do próprio estabelecimento da memória. Revela ainda que o uso de dois tipos predominantes de narradores, em diferentes partes da obra, permite a leitura do texto como narrativa policial, sem prescindir do jornalismo interpretativo.   

Biografia do Autor

Marcio Serelle, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Professor dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação Social e em Letras,  da PUC Minas, com pós-doutorado na University of Queensland (2015). Pesquisador do CNPq.

 

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Publicado

23-06-2026

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Artigos