A sub-representação de mulheres jornalistas e o triplo teto de vidro de raça/gênero/classe nas TVs Legislativas Estaduais.
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2025.e98102Palavras-chave:
TVs Legislativas Estaduais, mulheres jornalistas, triplo teto de vidroResumo
Este trabalho aborda a desigualdade de gênero e étnico-racial nas TVs das Assembleias Legislativas Estaduais brasileiras. Com base em estudos sobre o mercado de trabalho jornalístico (Kikuti Dancosky, 2025; Lima et al., 2022; Kikuti; Rocha, 2018), incluindo o conceito de triplo teto de vidro de raça/gênero/classe (Moura, 2018; Moura; Costa, 2018; Moura, 2019) na carreira das mulheres jornalistas negras brasileiras, analisamos os resultados de pesquisa composta por duas etapas: Etapa A (entrevista semiestruturada com 21 dirigentes de TVLs Estaduais) e a Etapa B (survey aplicado a 33 profissionais de TVLs de 15 Estados e do Distrito Federal). Conforme os dados, as mulheres jornalistas dominam numericamente a força de trabalho nestas TVs, mas seguem preteridas em posições de liderança ainda que tenham maior escolaridade. Embora a ocupação de cargos via concurso público amenize esse cenário ao proporcionar ascensão profissional e melhor remuneração a elas, conclui-se que as TVLs reproduze a precarização e o teto de vidro na carreira das jornalistas mulheres brasileiras.
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