ENTRE O BIOLÓGICO E O SOCIAL. Tensões no debate teórico acerca da saúde na Educação Física

Autores

  • Yara M. Carvalho USP

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Saúde Coletiva, Ciências Sociais, Educação Física

Resumo

A saúde como campo de investigação ou como objeto de estudo não é obediente às determinações da predição, das antecipações rigorosas e precisas; ao contrário, é de natureza imprecisa e não-linear. Essa complexidade resulta na necessidade de diálogo entre áreas e subáreas. Pesquisadores latino-americanos, especialmente brasileiros, na década de 1970, formularam novas teorias, conceitos, categorias analíticas e metodologias em saúde, a partir das Ciências Humanas e Sociais, que acabou delimitando um novo campo acadêmico-científico denominado Saúde Coletiva. Nesse sentido, chamo a atenção dos profissionais, estudantes, gestores do ensino e do serviço e pesquisadores da Educação Física para outras formas de se pensar, ensinar e intervir em saúde - com ênfase no coletivo, no público e no social –, sem romper com o que já temos de acumulado de saberes e práticas, de modo que quaisquer tensões sejam saudáveis à medida que os “encontros” entre as fronteiras do conhecimento produzam condições de saúde e de vida melhores para as populações.

Biografia do Autor

Yara M. Carvalho, USP

Docente vinculada à Universidade de São Paulo (USP), onde coordena o Grupo de Estudos de Educação Física e Saúde Coletiva. Mestre em Educação Física e doutora em Saúde Coletiva pela Unicamp, com pós-doutoramento em “Ciências Humanas e Saúde” no Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

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Publicado

2005-01-01