Trinta anos de construção identitária Sem Terra no Espírito Santo: explorando um projeto político-pedagógico de vanguarda contra o neoliberalismo

Michalis Kontopodis

Resumo


O neoliberalismo global é marcado pelo desejo de ser bem-sucedido, consumir produtos e serviços, ou até mesmo pessoas ou bens imateriais em um não-lugar, oferecendo uma experiência de um não-tempo. Dessa forma, algumas perguntas podem ser feitas, dentre elas, quais seriam as alternativas para o neoliberalismo e qual seria o papel da pedagogia nesse contexto? Tomando como referência o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o presente texto analisa como as políticas de memória e de identidade estão envolvidas em imaginar futuros que não seguem linearmente do passado. O material empírico vem de uma pesquisa etnográfica realizada nos últimos cinco anos (2007-2012) no Espírito Santo. O artigo também analisa os componentes centrais da Pedagogia Sem Terra, a construção identitária na escola, a solidariedade e o partilhar de memórias sobre o passado local, como alternativas radicais ao neoliberalismo global. Mas como pode o projeto político-pedagógico do MST ser levado adiante para incluir todos os “Outros” que sofrem devido às relações de poder no Brasil e ao redor do globo?


Palavras-chave


Movimento dos Trabalhadores Sem Terra; Pedagogia Crítica; Globalização

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-795X.2013v31n3p919



Direitos autorais 2014 Michalis Kontopodis

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Perspectiva, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN print 0102-5473, ISSN 2175-795X.

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