De que atividade se fala, quando se fala de trabalho?

Autores

  • Matheus Bernardo Silva Universidade Federal do Paraná
  • Ligia Regina Klein Universidade Federal do Paraná.

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n1p305

Resumo

A pesquisa que ensejou o presente trabalho, de caráter teórico, vem analisando um conjunto de categorias fundamentais para a Teoria Histórico-Cultural, amplamente recorrentes de forma genérica nos cursos de pedagogia, mas nem sempre tomadas no sentido que lhe confere tal teoria. A recente divulgação da Teoria Histórico-Cultural no campo da educação colocou na pauta dos discursos pedagógicos uma ampla terminologia cujo vigor categorial só se mantém perante a fidelidade ao seu conteúdo. Entretanto, observou-se, no curso da prática docente, que os alunos tendem a empregar certos termos sem, no entanto, discriminar claramente seu sentido, conforme lhes atribuem diferentes perspectivas teóricas. Incorrem, inadvertidamente, em um ecletismo deletério, conferindo significados que, por vezes, são estranhos ou até mesmo contrários aos fundamentos de determinada teoria. O presente artigo analisa a categoria “atividade” na pedagogia escolanovista, contrapondo-a as teorizações de Leontiev, com referência à categoria “trabalho”, conforme formulação de Marx.

Biografia do Autor

Matheus Bernardo Silva, Universidade Federal do Paraná

Doutorando em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor Substituto do Departamento de Teoria e Prática de Ensino da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas História, Sociedade e Educação no Brasil (HISTEDBR-UNICAMP).

Ligia Regina Klein, Universidade Federal do Paraná.

Doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Pós-doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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Publicado

2016-06-21

Como Citar

Bernardo Silva, M., & Klein, L. R. (2016). De que atividade se fala, quando se fala de trabalho?. erspectiva, 34(1), 305–318. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n1p305