Artigo: Memória eletrônica e desterritorialização
DOI:
https://doi.org/10.5007/%25xResumo
Neste ensaio partimos de algumas considerações derridianas acerca da memória para tentar entender o significado político da constituição de uma memória eletronicamente armazenável e acessível. Aceitando que os suportes de memória são não apenas meios de conservação, mas as próprias condições de elaboração daquilo que deve e pode ser rememorado, constatamos que a digitalização da memória é um fenômeno de maior importância em nosso tempo. Mobilizando a contribuição de autores como Virilio, Bergson, Benjamin, Marcuse e Adorno, propomos um arcabouço teórico para refletir acerca dessa transformação. Contra aqueles que defendem que a digitalização da memória significa o fim da política, a errância absoluta, a matematização da realidade, afirmamos a existência de horizontes políticos não previstos que se abrem de dentro da própria pretensão totalizadora do arquivo eletrônico.Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os autores retêm os direitos autorais e direitos de publicação sobre suas obras, sem restrições.
Ao submeterem seus trabalhos, os autores concedem à Revista Política & Sociedade o direito exclusivo de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY) 4.0 International. Essa licença permite que terceiros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, desde que seja dado o devido crédito de autoria e à publicação original neste periódico.
Os autores também têm permissão para firmar contratos adicionais, separadamente, para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho neste periódico (por exemplo: depositar em repositório institucional, disponibilizar em site pessoal, publicar traduções ou incluí-lo como capítulo de livro), desde que com reconhecimento da autoria e da publicação inicial na Revista Política & Sociedade.
