Uma objeção à concepção disposicional dos fenômenos mentais inconscientes
DOI:
https://doi.org/10.5007/1808-1711.2018v22n3p507Resumo
O artigo propõe uma objeção à teoria que entende os fenômenos mentais inconscientes como disposições. Após uma discussão sobre diferentes aspectos da consciência como propriedade de estados mentais (seção 2), é discutida a descrição de um fenômeno em termos parcialmente disposicionais (seção 3). O exame de alguns casos concretos de nosso funcionamento psicológico mostra que existem pelo menos alguns estados inconscientes que possuem existência mental ocorrente – não disposicional (seção 4). Portanto, a teoria disposicional não consegue salvar a visão cartesiana (seção 5).
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