Mulheres que amam demais: conjugalidades e narrativas de experiência de sofrimento

Autores

  • Mônica Monteiro Peixoto Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Maria Luiza Heilborn Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Amor, Conjugalidade, Grupo de Ajuda Mútua, Gênero

Resumo

O artigo apresenta um estudo antropológico sobre integrantes dos grupos de ajuda mútua “Mulheres que amam demais anônimas”, sediados na cidade do Rio de Janeiro. As entrevistadas apresentam um perfil social heterogêneo; autodenominam-se heterossexuais; e se concentram na faixa etária entre 40 e 50 anos. As narrativas assinalaram: dedicação intensa ao relacionamento; necessidade de controle do parceiro; medo da solidão; e sentimento de “baixa autoestima”. A interação conjugal é marcada por competição e conflitos acerca da reciprocidade de atenção e cuidados. Essas mulheres parecem reatualizar um modelo de comportamento feminino tradicional, apesar de sua familiaridade com a proposta igualitária de conjugalidade.

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Publicado

2016-05-04

Edição

Seção

Artigos