A inflexão de gênero na construção de uma nova especialidade médica

Autores

  • Rachel Aisengart Menezes UERJ
  • Maria Luiza Heilborn UERJ

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2007000300004

Palavras-chave:

gênero, profissão médica, vida e morte.

Resumo

Este artigo apresenta o processo de construção de uma nova especialidade médica, os Cuidados Paliativos, voltada a doentes “fora de possibilidades terapêuticas de cura”. A proposta surgiu nos anos 1960 na Inglaterra e foi implementada no Brasil no final dos anos 1980. A especialidade se caracteriza pelo acompanhamento do morrer e por postular uma “assistência espiritual” ao doente e a seus familiares, abarcando também o universo das emoções. Observação etnográfica e entrevistas com profissionais brasileiros constataram uma maioria de mulheres entre as equipes de saúde envolvidas nessa proposta. O artigo discute e analisa a articulação ente a construção da especialidade e as representações de gênero presentes entre os profissionais que, por seu turno, refletem imagens sociais difundidas sobre o morrer, crenças, emoções e papéis desempenhados por mulheres e homens nessas esferas.

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Publicado

2007-09-11

Edição

Seção

Artigos