Inclusão no ensino de matemática: desafios e sugestões de como superá-los
DOI:
https://doi.org/10.5007/1981-1322.2025.e107498Palavras-chave:
Inclusão, Ensino de Matemática, Design Universal para AprendizagemResumo
A inclusão de todos os alunos na escola é prevista por lei: todos devem ter acesso e oportunidades de aprender. Este trabalho faz parte da dissertação de mestrado do autor principal e tem como objetivo reunir as principais individualidades de alunos especiais e sugestões de como abordar cada uma delas nas aulas de matemática. Utilizando metodologia qualitativa e exploratória, o instrumento de coleta de dados utilizado foi pesquisa bibliográfica. Foram encontradas as principais deficiências nos alunos brasileiros: deficiência intelectual, espectro autista, deficiência física, baixa visão, deficiência auditiva, altas habilidades ou superdotação, surdez, cegueira, surdocegueira e deficiência múltipla, explicitando o alto fator de diversidade no público da educação especial. As principais sugestões de estratégias encontradas para superar os desafios provenientes dessas condições variam desde pequenas mudanças na apresentação das atividades (como dividir em perguntas menores, realçar informações, aumentar tamanho do texto, etc.), passando por permitir mais tempo para a realização de uma atividade, podendo ser necessário utilizar calculadora, materiais manipuláveis ou softwares e jogos digitais pedagógicos. Essas práticas também potencializam o aprendizado de alunos regulares, sendo formas de colocar em prática o Design Universal para Aprendizagem (DUA), que propõe que atividades pedagógicas sejam feitas, desde a sua concepção, com o olhar para todo e qualquer público: regular ou especial. Assim, sugere múltiplas formas de apresentação, engajamento e expressão em suas diretrizes, visando alcançar a inclusão sem segregação ao abranger diversas formas de compreender, interagir e responder a uma mesma atividade.
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