Conceitos probabilísticos: quais contextos a história nos aponta?

Autores

  • Cileda de Queiroz e Silva Coutinho Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Percepção do Acaso, Ensino de Probabilidades, História da probabilidade.

Resumo

O ensino de probabilidades é o objeto deste artigo. Queremos aqui discutir o papel da história desse conceito na escolha de contextos para apresentação dos primeiros conceitos probabilísticos no Ensino Fundamental. Vamos discutir a limitação a situações de eqüiprobabilidade que foi proposta nos Parâmetros Curriculares Nacionais e que é seguida pela maior parte dos livros didáticos que encontramos disponíveis para o professor. A noção de acaso é bastante complexa e recebeu diversas interpretações ao longo da história das ciências e da filosofia, uma vez que se vincula a nossa própria interpretação de mundo. Limitaremos-nos neste texto a descrever a apreensão do acaso em relação ao contexto no qual está inserido. E neste pano de fundo (o do estudo dos contextos nos quais o acaso pode ser identificado) que se propõe o trabalho com probabilidade, considerando os resultados possíveis de manipulações de um gerador de acaso, como os jogos de azar (manipulação de moedas, dados, etc). Consideramos também os fenômenos sensíveis que traduzem o efeito macroscópico das causas ínfimas, tal como o contexto das previsões meteorológicas.

Biografia do Autor

Cileda de Queiroz e Silva Coutinho, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Possui graduação em Licenciatura Plena em Matematica pela Pontifíca Universidade Católica de São Paulo (1979), graduação em Bacharelado em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1978), mestrado em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1993) e doutorado em Didatica da Matematica - Université Joseph Fourier - Grenoble I (2001). Atualmente é Professor assistente doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde atua no programa de Estudos Pós-graduados em Educação Matemática. Atua também na Universidade Católica de Santos onde é membro do PROAI, grupo que coordena a Auto-Avaliação Institucional nesta universidade. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino-aprendizagem, didática da estatística, didática das probabilidades. Participa (vice-coordenadora) do grupo de pesquisa Pea-mat, coordenado pelo prof. Dr. Saddo Ag Almouloud, que atualmente desenvolve o projeto PEA-ESTAT, que trata especificamente do Ensino e da Aprendizagem da Estatística (Descritiva, Probabilidade e Inferencial) e da Combinatória, com financiamento da FAPESP. Atual coordenadora do GT12-Ensino de Probabilidade e Estatística, grupo que desenvolve pesquisas sobre Educação Estatística, filiado à Sociedade Brasileira de Educação Matemática - SBEM

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Publicado

2007-01-01

Edição

Seção

Artigos