Para uma crítica da razão androcêntrica: gênero, homoerotismo e exclusão da ciência jurídica

Autores

  • Rosa Maria Rodrigues de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Androcentrismo, Ética, Gênero, Homoerotismo, Segregação.

Resumo

Este artigo parte da epistemologia feminista, tomando como marco teórico à formulação de Michel Foucault sobre os saberes, a busca da verdade em torno da sexualidade humana e o exercício de poder e controle sociais aí implicados, valendo-se ainda da metodologia proposta por Alda Facio para análise do fenômeno jurídico. Procuramos desvendar, a partir daí, no âmbito da filosofia do direito, os reflexos produzidos pela postura androcêntrica sobre a ciência jurídica, que historicamente conduziu à segregação não só das mulheres como sujeitos de direito, como também excluiu a expressão homoerótica da esfera protetiva que o moderno estado de direito propôs.

Biografia do Autor

Rosa Maria Rodrigues de Oliveira

Graduada em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992), Mestre em Teoria, Sociologia e Filosofia do Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002). Doutora em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). Possui experiência na advocacia e assessoria jurídica de Organizações da Sociedade Civil, Organizações Governamentais e Poder Legislativo, concentrando-se, na área acadêmica, nos temas relacionados ao acesso à justiça e prática jurídica, direitos humanos, feminismo, sexualidades, gênero, violência contra mulher, programas de capacitação de lideranças comunitárias em direitos humanos, HIV/AIDS e questões ligadas à população LGBT desde 1989. 

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Publicado

2004-01-01

Edição

Seção

Artigos